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A quantia de saques da poupança superou a de depósitos em junho em R$ 6,261 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central. Na primeira metade de 2015, o total resgatado dessa aplicação foi de R$ 38,542 bilhões. Nos dois casos, tratam-se dos maiores volumes dos últimos 20 anos para os períodos (mês de junho e primeira metade do ano), desde quando a instituição começou a compilar as informações disponíveis até hoje, em 1995.

Até então, o pior junho para a caderneta havia sido em 1999. Na ocasião, o resultado ficou negativo em R$ 1,4 bilhão. O resultado do primeiro semestre também é significativo, já que há 10 anos, desde 2005, não se via um volume de resgates maior do que o de aplicações em todos os meses da primeira metade de um ano.

O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Oliveira, acredita que a situação ainda vai se agravar. “O quadro de retiradas maiores vai continuar se acentuando”, disse. Ele mantém essa avaliação com base na rentabilidade maior de aplicações financeiras em títulos de renda fixa, CDBs e Tesouro Direto, por exemplo, em detrimento a uma menor rentabilidade da poupança no atual processo de alta dos juros.

Além disso, Oliveira acredita que a retração econômica, somada à inflação elevada e juros altos, além de aumento de encargos e impostos reduz a renda das famílias. Com menos recursos no bolso, sobra menos para a poupança.

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