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Consumo

Prateleiras masculinas ganham cremes e loções específicas

Indústria investe em mercado crescente de cosméticos para homens

  • PorRosana Félix
  • 21/10/2007 11:11
Sting: sem dom para as rimas | Arquivo Gazeta do Povo
Sting: sem dom para as rimas| Foto: Arquivo Gazeta do Povo

Paraná prepara pólo industrial do setor

A região metropolitana de Curitiba tem tudo para virar um pólo industrial de cosméticos, semelhante ao de Diadema, em São Paulo. Há alguns meses, o Sebrae iniciou um projeto com as indústrias da região. A intenção é a constituição de uma personalidade jurídica única, que reúna o maior número de empresas interessadas e com potencial de crescimento. O projeto reflete a importância do Paraná na indústria de cosméticos nacional. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o estado tem a terceira maior concentração de empresas (148), atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

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Nos últimos dois meses, a indústria brasileira de cosméticos se lançou com força total em um filão de mercado que vem ganhando importância: o masculino. Duas das maiores empresas nacionais, Natura e O Boticário, criaram linhas mais completas e específicas para esse público, inclusive um hidratante anti-idade. Os dados da Associação Brasileira da Indústria da Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) mostram que as vendas de cosméticos para homens têm aumentado no mesmo ritmo que o segmento em geral, mas algumas empresas apontam para um crescimento acima da média.

"A expectativa de vida do homem aumentou bastante. Quem tem 50 anos quer mostrar ainda juventude, porque continua participando do mercado de trabalho, ao lado de jovens", avalia a gestora do projeto de cosméticos do Sebrae no Paraná, Carla Werkhauser Brustulin. Para ela, o interesse pelos cosméticos não é motivado por questões estéticas, mas principalmente pelo bem-estar. De 2001 a 2006, o faturamento dessa indústria cresceu de forma acelerada, passando de R$ 8 bilhões para R$ 17,5 bilhões (do produtor para distribuidores, sem impostos). A venda de produtos específicos para homens contribuiu para esse bom desempenho, com vendas que aumentaram de R$ 761 milhões para R$ 1,6 bilhão, conforme a Abihpec.

De acordo com o gerente da categoria de cremes e loções do O Boticário, Telmo Campos, as empresas de cosméticos não atendem apenas os mais vaidosos ou aqueles chamados de metrossexuais – que cuidam da aparência, como o jogador britânico de futebol David Beckam. O público-alvo é o homem dos 18 aos 60 anos. "Não é um homem em especial, mas aquele do dia-a-dia, que quer ter um bom visual."

O diretor de planejamento e novos negócios da Exclam, Marcos Souza, adotou há pouco tempo um cosmético anti-idade, utilizado em conjunto com o pós-barba. "Faço travessia em mar aberto e maratona e fico muito exposto ao sol e ao cloro. Por isso passsei a usar os produtos para hidratar a pele e me proteger do sol. Não sou metrossexual, uso porque é importante."

Cerca de 20% de todos os cosméticos, inclusive os específicos para mulheres, são utilizados por homens, de acordo com Campos. "A maioria não compra produto para si, usa o que a mulher ou a namorada usa." Mas havia a necessidade de oferecer produto especial para o homem, até porque as diferenças de pele são muitas. Campos diz que a expectativa de vendas da linha O Boticário Men é superar a média do mercado, mas não revela dados, considerados sigilosos. O Boticário investiu R$ 3 milhões no lançamento de 13 itens, que consumiram um ano de pesquisas.

A Natura também trabalha para atender as demandas específicas dos homens. Há cerca de um ano, a companhia lançou um catálogo direcionado para o público masculino. "Nossas consultoras nos diziam que o material de divulgação era feminino demais, e a disposição dos produtos e dos respectivos preços era um pouco confusa para os homens", conta o gerente de mercado da Região Sul da Natura, Pedro Gonzales. Agora, a cada três catálogos lançados (um a cada 21 dias), a empresa oferece uma publicação específica para eles.

A linha Natura Homem chegou ao mercado em setembro, com 11 itens. Os investimentos não foram divulgados. De acordo com Campos, a empresa direciona 3% da receita líquida (que foi de R$ 2,8 bilhões no ano passado) para pesquisas em geral. Praticidade também foi palavra de ordem para a Natura. Para demonstrar as novas opções para os homens curitibanos, a companhia criou um ambiente específico no Crystal Fashion, realizado na semana passada.

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