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O financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) no Paraná para habitação inicia o ano com R$ 560 milhões de orçamento disponível. A expectativa da gerência regional de habitação do banco é que este montante cresça ao longo do ano e se repita o resultado alcançado pelo estado no ano passado, quando R$ 1,03 bilhão foi destinado a 43.570 contratos de financiamento de imóveis novos, usados e material de construção – praticamente o dobro dos recursos usados em 2005 (veja quadro).

O orçamento inicial da regional estadual da Caixa para financiamento habitacional em 2007 é 60% maior do que o do ano passado, quando R$ 350 milhões estavam garantidos para aquisição de imóveis no Paraná. De acordo com o gerente regional de negócios da Caixa, Gueber Laux, boa parte desta diferença se deve à distribuição de recursos provenientes de cartas de crédito que antes eram administrados nacionalmente e este ano vão ser repassados diretamente aos estados. "Na realidade, estamos iniciando este ano da mesma forma que começamos 2006", compara. Laux destaca também que o total de recursos repassados ao estado, a exemplo do que aconteceu no ano anterior, pode ultrapassar muito os R$ 560 milhões disponíveis neste início de ano. "Esse é um valor inicial que serve para não perder contratos no início do ano. Os recursos vão sendo alocados conforme a necessidade; vamos buscar o patamar de 2006", diz.

O resultado de recursos e número de contratos feitos pela Caixa no Paraná em 2006 é considerado um reflexo da política nacional de habitação. "O resultado do Paraná em 2006 acompanha o crescimento nacional. Foi o nosso melhor ano em recursos para aquisição de moradia", afirma o gerente regional de negócios da Caixa. Em todo país, a instituição destinou R$ 14 bilhões para financiamento habitacional, um recorde de investimento que gerou mais de 600 mil contratos. Segundo Laux, a alocação excepcional de recursos para compra de imóveis se deve, principalmente, em função da maior aplicação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que além de serem usados no financiamento direto, são aplicados também em subsídios para a compra ou a reforma da casa própria para a população de menor renda.

O subsídio funciona como um desconto no valor do financiamento. É originado de excedentes do fundo e a aplicação, nesses casos, é feita em recursos a fundo perdido (sem reembolso). O valor descontado no financiamento varia conforme a renda familiar – quanto menor a renda, maior o subsídio. No Paraná, no ano passado, mais da metade do valor destinado a habitação pela Caixa – R$ 590 milhões – tem o FGTS como origem. Deste valor, R$ 170 milhões foram usados em subsídios, que variam conforme a renda da família atendida. Os dados nacionais são de R$ 7,3 bilhões do FGTS aplicados em habitação em 2006, dos quais R$ 1,8 bilhão eram subsídios.

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