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0,78% de alta

Reajustes da água pressionam e inflação oficial tem maior valor para maio desde 2008

No acumulado em 12 meses, IPCA registra alta de 9,32%. No ano, índice já é de 4,05%

    • Da redação, com informações da Agência O Globo e Estadão Conteúdo
    • 08/06/2016 09:42
     | Brunno Covello/Gazeta do Povo/Arquivo
    | Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo/Arquivo

    A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,78% em maio, informou nesta quarta-feira (9) o IBGE. A taxa é a maior para o mês desde 2008 e ficou pouco acima da expectativa de analistas, que era a que o indicador registrasse 0,72%, de acordo com o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central. Em abril, o índice subiu 0,61%.

    Nos cinco primeiros meses do ano, a taxa é de 4,05%. Já no acumulado em 12 meses até maio, o IPCA ficou em 9,32%. O número ainda está acima do teto da meta definida pelo governo para este ano, de 6,5%. A expectativa dos analistas ouvidos pelo BC é que a inflação feche o ano em 7,12%. Segundo os economistas, a alta de preços só chegaria ao centro da meta, de 4,5%, em 2019.

    Segundo dados do instituto, a maior contribuição individual para o IPCA no mês passado (responsável por 0,14 ponto porcentual dos 0,78%) foi a alta de 10,78% do item taxa de água e esgoto, que pertence ao grupo Habitação. Os principais responsáveis foram o fim do bônus por economia na região metropolitana de São Paulo - combinado com alta de 8,4% na tarifa - e reflexos de reajustes no item também em Curitiba, Fortaleza e Belo Horizonte.

    Com isso, o grupo Habitação, teve uma alta de 1,79% no mês passado, após apresentar uma deflação (queda de preço) de 0,38% em abril.

    O aumento do custo da energia elétrica para consumidores em cidades como Salvador, Recife, Fortaleza e Belo Horizonte também afetou o resultado do grupo. Na média, o preço da energia subiu 2,28% no mês passado.

    O grupo Alimentação teve a segunda maior contribuição para a alta da inflação no mês, embora a intensidade do aumento dos preços tenha sido menor do que a registrada no mês anterior, segundo os dados do IBGE.

    A inflação da alimentação e bebida foi de 0,78% em maio, abaixo da taxa de 1,09% de abril. O grupo foi responsável, desta forma, por 0,20 ponto percentual do IPCA de 0,78% de maio passado, segundo o instituto.

    Dos alimentos mais significativos para os consumidores, os destaque de alta foram batata-inglesa (19,12%), cebola (10,09%) e feijão-mulatinho (9,85%). Somente a batata-inglesa acumula alta de 50,91% neste ano.

    Por outro lado, os consumidores tiveram alívio nos preços de alguns produtos da mesa. É o caso da cenoura (-23,08%), ovos (-2,26%) e hortaliças (-2,07%). São itens que ajudaram a inflação dos alimentos a subir menos.

    Pressão no Copom

    O dado do IBGE foi revelado horas antes da divulgação da taxa básica de juros, marcada para a noite desta quarta-feira. O Comitê de Política Monetária (Copom) está reunido desde ontem e a expectativa do mercado é que a Selic seja mantida em 14,25% ao ano. Os juros são uma das formas de inibir a alta de preços.

    Domar o comportamento da inflação é a principal missão do novo presidente do BC, o economista Ilan Goldfajn. Durante sessão no Senado em que foi aprovado como novo chefe da autarquia, ele destacou o objetivo de alcançar rapidamente a meta de inflação. E defendeu, ainda, o “bom e velho” tripé macroeconômico — conceito que combina meta de inflação, câmbio flutuante e meta de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública).

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