A Saudi Aramco produz diariamente 10 milhões de barris de petróleo, sendo responsável por 10% da demanda global
A Saudi Aramco produz diariamente 10 milhões de barris de petróleo, sendo responsável por 10% da demanda global| Foto: Bigstock

A Arábia Saudita deve pressionar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a aprofundar cortes na produção antes da planejada oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da estatal Saudi Aramco, segundo fontes com conhecimento do assunto.

O objetivo da movimentação seria impulsionar os preços do petróleo e relembrar potenciais investidores da Aramco sobre a considerável influência dos sauditas na Opep. No fim de semana, a Aramco anunciou oficialmente planos de lançar seu IPO na bolsa de valores saudita em 11 de dezembro. Um pouco antes, no dia 5 de dezembro, a Opep e aliados, que incluem a Rússia, vão se reunir em Viena para discutir o atual acordo de restrição na oferta de petróleo.

Pelo acordo, Opep e aliados têm procurado reduzir sua produção combinada em 1,2 milhão de barris por dia (bpd) desde o começo do ano, como parte de uma estratégia para dar sustentação às cotações do produto. "Eles [os produtores de petróleo] ficarão sob enorme pressão para conseguir [impulsionar os preços] antes do IPO", que acontecerá seis dias depois, afirmou um saudita especialista no segmento.

Hoje, a Saudi Aramco detêm o monopólio da extração de petróleo na Arábia Saudita e é considerada a empresa mais lucrativa do mundo, responsável por 10% da produção global da commodity. Inicialmente o lançamento do IPO da petrolífera estava previsto para outubro, mas foi adiado pela companhia. No mês anterior, um ataque promovido por rebeldes iemenitas destruiu parcialmente suas principais instalações: drones danificaram a refinaria de Abqaiq, reduzindo a produção diária mundial em 6%, impacto que deve ser revertido completamente até o final de novembro.

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