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O Senado dos EUA deve aprovar nesta semana, apesar da relutância de parte da bancada democrata, o acordo tributário do governo com os republicanos, que renova benefícios fiscais até para os norte-americanos mais ricos.

A estimativa é que o projeto reúna nesta segunda-feira os 60 votos necessários (num total de 100 senadores) para superar obstáculos regimentais, e seja levado ao plenário na terça ou quarta-feira. Em seguida, segue para a Câmara.

Sem o acordo, os benefícios tributários da era do ex-presidente George W. Bush expirariam no final do ano, levando milhões de norte-americanos de classe média a pagar mais impostos.

Muitos democratas consideram que Obama fez concessões demais aos democratas, mas o vice-líder do partido no Senado, Dick Durbin, disse que o partido precisa "comer seu espinafre" e aceitar o acordo, já que sua influência será muito menor na próxima legislatura, que toma posse no mês que vem, com maioria republicana na Câmara.

"Este é o único estímulo que podemos trazer para esta economia", disse Durbin à CNN no domingo.

Vários democratas pretendiam elevar os impostos para os 2 por cento mais ricos da população dos EUA, o que ajudaria a conter o déficit público. Eles ficaram especialmente contrariados com a isenção tributária concedida a grandes espólios.

Chris Van Hollen, membro da liderança democrata na Câmara, disse ao canal Fox News que a medida custará 25 bilhões de dólares e beneficiará apenas 6.600 pessoas. "Isso não vai ajudar a economia, isso agrava o déficit", disse ele, acrescentando, no entanto, que sua bancada não irá impedir a aprovação.

O Senado começou a debater na quinta-feira uma versão com pequenas emendas em relação ao projeto da Casa Branca, acrescentando, por exemplo, incentivos fiscais às energias renováveis.

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