i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Câmbio

Taxar investimento estrangeiro tende a perder efetividade, diz FMI

Medida não pode servir para adiar reformas, disse diretor do fundo. Taxação foi anunciada na segunda-feira pelo ministro Mantega

  • PorG1/Globo.com
  • 20/10/2009 06:37

A cobrança de um imposto sobre as aplicações de estrangeiros, como o que está sendo fixado pelo governo brasileiro, fornece apenas alguma proteção contra a valorização cambial e tende a perder efetividade com o tempo, disse Nicolas Eyzaguirre, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Indagado sobre a taxação do capital externo aplicado em renda fixa e em renda variável, com a alíquota de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciada na segunda-feira (19) pelo governo brasileiro, Eyzaguirre afirmou que duas questões devem ser levadas em conta.

"Primeiro, que esses tipos de impostos propiciam alguma margem de manobra, mas não muita, de modo que os governos não devem cair na tentação de adiar outros ajustes mais fundamentais", disse Eyzaguirre, ex-ministro de Finanças do Chile.

"Segundo, é muito complexo implementar esses tipos de impostos, porque eles têm de ser aplicados a todos os instrumentos financeiros possíveis", acrescentou. De acordo com Eyzaguirre, esses impostos mostraram-se "porosos" ao longo do tempo em vários países.

A medida

A taxação das aplicações feitas por investidores estrangeiros no mercado financeiro brasileiro foi anunciada na segunda-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A taxação, segundo o ministro, será por meio de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) com alíquota de 2%, no momento do ingresso do capital que será usado para investimento em renda fixa ou renda variável.

A nova regra, criada por meio de decreto-lei e já antecipada pelo mercado financeiro, foi tomada com a participação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse Mantega. O ministro disse que só conseguiu "bater o martelo", recebendo a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para promover a mudança.

Segundo Mantega, o objetivo da medida é combater a especulação e também conter a queda do dólar, que já perdeu mais de 25% no ano frente à moeda brasileira. "Estamos impondo essas medidas para evitar que haja excesso de especulação na Bolsa de Valores ou no mercado de capitais brasileiro, em função da grande liquidez que existe hoje no mercado internacional e do forte atrativo que exerce hoje o Brasil", afirmou.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.