As vendas no varejo dos Estados Unidos avançaram em setembro, enquanto o núcleo da inflação no atacado mostrou-se contido, segundo dados da sexta-feira que sugerem que a economia recuperou um pouco de força.

"As pessoas estavam esperando que talvez a economia estivesse perto de uma recessão, mas você não pode ter uma recessão se os consumidores continuam gastando", afirmou Chris Rupkey, economista sênior do Bank of Tokyo-Mitsubishi, em Nova York.

Quando o Federal Reserve reduziu o juro básico em 0,50 ponto percentual, em 18 de setembro, os relatórios econômicos pareciam sombrios. Mas a última leva de indicadores aponta um quadro melhor, de uma economia que está desacelerando mas não parando.

O temor de inflação apareceu após o corte do juro, mas um relatório do Departamento de Trabalho mostrou que o núcleo da inflação ao produtor subiu apenas 0,1 por cento no mês passado, menos que o previsto. O índice cheio (PPI, na sigla em inglês) avançou 1,1 por cento, mais que o esperado por economistas.

CONSUMOAs vendas no varejo cresceram 0,6 por cento, acima do previsto, à medida que os postos de combustíveis mostraram seu melhor desempenho desde maio, informou o Departamento de Comércio.

Mesmo excluindo automóveis e gasolina, as vendas no varejo subiram 0,2 por cento.

Mas há algumas preocupações de que as vendas em outubro sejam menos robustas. O índice de confiança do consumidor da Reuters/Universidade de Michigan caiu para 82,0 no início deste mês, a menor leitura desde agosto de 2006.

Com os dados da última semana sobre emprego mostrando solidez em setembro e agosto, o Fed pode se contentar em manter o juro na reunião de 31 de outubro.

Os resultados corporativos também parecem bons, com a GE divulgando um aumento de quase 14 por cento no lucro trimestral e o McDonald's prevendo desempenho melhor que as estimativas de Wall Street.

Ainda assim, há alguns sinais de que os empresários estão retraídos enquanto tentam avaliar quão severo é o desaquecimento do mercado imobiliário.

O Departamento de Comércio informou que os estoques empresariais -um importante componente do PIB- subiram apenas 0,1 por cento em agosto.

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