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O crescimento da zona do euro recuperou-se fortemente no segundo trimestre, puxado por maiores investimentos e por um reabastecimento dos estoques.

A agência de estatísticas Eurostat informou nesta quarta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1 por cento sobre o primeiro trimestre, a maior taxa em quatro anos, e subiu 1,9 por cento ante o segundo trimestre de 2009.

Os números ficaram em linha com as previsões de analistas consultados pela Reuters.

A Grécia, abatida pela crise, foi o único país do bloco monetário a sofrer contração econômica, ainda que os números da Irlanda não estejam disponíveis. A Alemanha, maior economia da Europa, ajudou a aumentar o PIB geral, registrando 2,2 por cento de expansão trimestral.

Economistas preveem que o crescimento da zona do euro desacelere no terceiro e no quarto trimestres do ano, com o impacto das medidas de austeridade ordenadas por muitos governos da região para evitar uma crise de dívida. As exportações à China e aos EUA também devem diminuir.

Alguns analistas disseram que a expansão trimestral pode ser de 0,4 a 0,6 por cento entre julho e setembro e ainda menor nos últimos três meses do ano.

De acordo com a Eurostat, o aumento do consumo pessoal contribuiu menos que o esperado para o crescimento do segundo trimestre, em 0,1 ponto percentual, quantia menor que a contribuição de 0,3 ponto estimada na divulgação preliminar.

Analistas disseram que é necessária uma forte demanda privada para tornar o crescimento autossustentável, mas o desemprego elevado deve impedir uma retomada vigorosa do gasto do consumidor.

A Eurostat confirmou que o investimento privado adicionou 0,3 ponto ao crescimento, enquanto os gastos do governo deram 0,1 ponto a mais à expansão.

O crescimento dos estoques somaram 0,3 ponto, e não 0,2 ponto como estimado inicialmente. O comércio líquido contribuiu com 0,1 ponto.

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