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Governo promete pente-fino em questões do Enem que abordem ideologia de gênero

O banco de questões do exame será avaliado por uma comissão criada por Bolsonaro

    • Brasília
    • Folhapress
    • 21/02/2019 09:46
     | José CruzAgência Brasil
    | Foto: José CruzAgência Brasil

    O governo Jair Bolsonaro (PSL) vai criar uma comissão especial para fazer uma análise ideológica do banco de questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O principal alvo será a retirada de itens que abordem ideologia de gênero. Uma portaria do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo exame, será publicada nos próximos dias para criar a comissão.

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    O presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, disse que a comissão vai buscar neutralidade das questões da prova. Esse trabalho estaria na esteira de uma revisão de todos os processos dentro do instituto.  

    Segundo Rodrigues, a abordagem do tema de gênero não é pertinente para uma prova. "Quando a gente fala em gênero, acho que não cabe a escola tratar disso. Cabe à família tratar disso. Eu não teria como sugerir uma questão que são de assuntos familiares. Eu posso fazer uma medição, uma boa redação, para atestar se o aluno tem ou não condições de seguir na vida profissional sem buscar um tema que venha a agredir ou não estar de acordo com alguns valores", disse.

    Segundo educadores, a abordagem educacional sobre questões de identidade gênero pode colaborar com o combate a problemas como gravidez na adolescência, violência contra mulher, machismo e homofobia.  

    Essa é a primeira medida oficial do governo para modificar conteúdos educacionais. O Enem é porta de entrada para praticamente todas as universidades federais do país. Na última edição, 5,5 milhões de jovens e adultos se inscreveram no exame.  

    O Enem é direcionado para a jovens concluintes do ensino médio, de 17 anos, ou que já finalizaram a etapa. Na última edição, mais de um terço dos inscritos tinham entre 21 e 30 anos.  

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    “Pajubá”

    Uma questão do Enem 2018, que citava um dialeto utilizado por gays e travestis, foi amplamente criticada, tanto por políticos, como educadores e estudantes. "Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto", disse Bolsonaro em novembro.

    O presidente já indicou que quer ver a prova antes, iniciativa endossada pelo presidente do Inep. Mas a ideia da comissão, no entanto, é que o próprio banco de itens do exame passe por um pente-fino.

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    Banco de itens

    Também não há definição sobre os critérios que vão nortear a análise das questões. "É natural que tenhamos um conhecimento e segurança da qualidade do Banco de itens", diz Rodrigues.  

    O Banco Nacional de Itens é formado por questões que passam por rigoroso processo de produção. Uma única questão prevê dez etapas, que envolvem desde o treinamento de professores à revisão dos itens por parte de especialistas das áreas de conhecimento.  

    Os itens passam ainda por um pré-teste, que é a aplicação das questões a uma amostra populacional com características semelhantes a do público-alvo do Enem. Essa é uma forma empírica de avaliar parâmetros, tais como a dificuldade, o grau de discriminação e a probabilidade de acerto ao acaso da questão.

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