i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Didática

Idade não atrapalha professores “caçulas”

Docentes mais novos têm de descobrir como conquistar o respeito dos alunos. Pouca idade também traz vantagens

  • PorAdriana Czelusniak
  • 25/11/2012 21:55
Para Luciana Xavier, 28 anos, alunos passam a respeitar o professor quando veem que ele é sério e prepara as aulas | Aniele Nascimento / Gazeta do Povo
Para Luciana Xavier, 28 anos, alunos passam a respeitar o professor quando veem que ele é sério e prepara as aulas| Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

"O aluno está demandando bastante atenção. Se manda mensagem no Facebook e o professor não responde, fica bravo. O mestrado forma o professor na técnica, mas não para o relacionamento humano. Isso aprendemos na sala de aula."

Sérgio Czajkowski Júnior, professor universitário.

Experiência "É preciso aprender a não bater de frente com o aluno, senão fica louco"

"Senhor dê-me paciência para não tentar mudar as coisas que estão além do meu alcance." Esse é o pedido diário do bem-humorado professor Sérgio Czajkowski Júnior, 32 anos. Mestre em Gestão Urbana e doutorando em História, ele, que começou como professor de ensino médio, diz que chegou "calejado" à docência na universidade. Consequência de enfrentar turmas com 70 adolescentes desafiadores por dois anos e meio. "Eu saía sem voz do colégio, pois 70% do tempo eu passava gritando, mandando aluno pra fora. Na universidade eu cheguei tranquilo", conta.

Sem estresse

Não que o público universitário não dê trabalho. Czajkowski começou como professor substituto da Universidade Federal do Paraná e hoje é professor do Unicuritiba e da Universidade Positivo. Ele conta que os alunos continuam desafiando, mas aprendeu a mediar os conflitos de sala de aula. "Se o aluno está dormindo, eu deixo dormir. Há dez anos, eu ficava muito bravo. É preciso aprender a não bater de frente com o aluno, senão o professor fica louco, com 40 anos está enfartando", brinca.

A média de idade dos 307 mil professores universitários brasileiros é de 34 anos nas instituições privadas e 44 nas públicas, segundo o Censo da Educação Superior. O início da docência, no entanto, costuma ocorrer bem mais cedo, entre os 20 e 30 anos – logo após a formatura ou durante a pós-graduação. A pouca diferença de idade em comparação com os alunos faz com que os professores mais novos tenham de encontrar na prática uma forma eficaz de impor respeito. Por outro lado, a proximidade também pode facilitar o relacionamento com os jovens.

A professora e doutoranda em Direito das Relações Sociais Luciana Pedroso Xavier, 28 anos, assumiu uma disciplina no Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba) quando ainda estava no mestrado. Quando surgia alguma dúvida de conduta em sala de aula, ela contava com a ajuda do orientador. "Quando se é um professor novo, é enriquecedor recorrer aos seus mestres e trocar experiências na sala dos professores", conta Luciana.

A disciplina de Prática de Docência que Luciana cursou no mestrado ajudou muito nos períodos de insegurança inicial. "Havia um livro que relatava os perfis de alunos, desde o carente, que quer chamar atenção, até o sedutor, que quer te conquistar para não ter o mesmo rigor que o resto da turma recebe", diz. No início, é comum haver estudantes que querem testar o conhecimento do professor mais jovem, mas Luciana diz que isso cessa depois de um tempo. "Quando a turma percebe que você é um professor sério, ela para com os testes e passa a te respeitar", diz.

Respeito

É o que diz Felipe Belão, 29 anos, escritor e professor de Comunicação e Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Mestre em Administração Estratégica, ele assumiu as turmas de Comunicação Social na reta final do mestrado, aos 23 anos. "Não dá para esperar que os alunos o respeitem no momento em que entra na sala de aula. Você conquista esse respeito, vai se desenvolvendo e aprimorando a metodologia", conta.

Depois de seis anos dando aulas, Belão conta que aprendeu muito com seus alunos e que, com o tempo, passou a enfrentar melhor a frustração quando algo não saía conforme o planejado. "No começo, era muito difícil ver que a aula não tinha sido exatamente como eu tinha planejado. Me cobrava muito e hoje vejo que cada aluno tem um tempo de aprender, pois o aprendizado é um processo, um trabalho contínuo", diz.

Conte a sua história

Você já teve um professor jovem? Como a sua turma se comportou diante dele? Deixe seu comentário abaixo.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.