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Gustavo Scholz é o chefe da curadoria do TEDx Praça Santos Andrade, que reúne jovens com paixão por aprender. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Gustavo Scholz é o chefe da curadoria do TEDx Praça Santos Andrade, que reúne jovens com paixão por aprender.| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Dez convidados, com 18 minutos cada para contar sua experiência. O critério? “Histórias que merecem ser compartilhadas”. O nome de José Pacheco, conhecido no mundo inteiro por sua Escola da Ponte, convive lado a lado com o de Kauanna Batista, moradora da Vila Torres e fundadora de uma ONG que oferece atividades de contraturno a jovens. O evento é o TEDxPraçaSantosAndradeED, sigla para o TEDx de educação que ocorre em 5 de março, na Capela Santa Maria, em Curitiba.

Criado nos Estados Unidos, o TED é um conjunto de conferências para disseminar novas ideias e fomentar inovação. Surgiu nos anos 1980, época dos primeiros PCs e Macintoshs, com a turma do Vale do Silício, na Califórnia. Hoje, as palestras veiculadas na internet (TED Talks) já foram vistas por um em cada sete habitantes do planeta.

Quer participar?

Para participar do TEDxED Praça Santos Andrade, basta se inscrever por aqui . As inscrições vão até 21 de fevereiro, e as palestras ocorrem em 5 de março, na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273, a uma quadra da Praça Santos Andrade), em Curitiba. Os 100 participantes vão ser selecionados pelos seguintes critérios: ter envolvimento com a área da educação, ser apaixonado pelo tema e ter vontade de participar do evento e trocar experiências. Haverá transmissão online ao vivo, pelo site do evento.

A franquia curitibana também nasceu do sonho de fazer a diferença. A organização é formada por jovens, uns ligados ao empreendedorismo, outros à inovação, mas todos têm em comum o autodidatismo, a paixão por aprender. “São pessoas que não se conformam com os modelos de educação que existem hoje”, diz o chefe da curadoria do TEDx Educação Praça Santos Andrade, Gustavo Scholz. Ele sabe que a inquietação é própria da sua realidade. Jovem de classe média, que teve acesso a uma boa educação formal, e que via na escola um limitador de potencial criativo. Realidade também de Ricardo Dória, fundador da Aldeia Coworking, e que vai falar no TEDx sobre “como criou suas próprias experiências de educação”.

Mas não é a realidade de Kauanna Batista. Da Vila Torres, ela aos 16 anos criou uma ONG para ajudar a comunidade. A Organização de Desenvolvimento do Potencial Humano (ODPH) tira crianças de 5 a 14 anos da rua. Para as atividades de leitura, conta com o apoio de carrinheiros que levam para a ONG livros que encontram pela cidade.

18 minutos

é o tempo que cada convidado terá para contar sua experiência.

A inovação em educação que guia o TEDx trabalha nestes dois extremos. Por um lado desenvolver as chamadas “competências do século 21”, capacitar jovens que querem criar suas próprias experiências de educação, muitos para trabalhar em profissões que ainda sequer foram criadas. “Ao mesmo tempo, você tem todo um campo de pessoas que não têm nem o básico desenvolvido e você precisa criar alternativas para tirar aquela pessoa da vulnerabilidade. Isso cria uma grande desigualdade”, explica Scholz.

Para a escolha dos participantes, a palavra de ordem foi a diversidade. A ideia é que pessoas diferentes possam falar de diferentes problemas e soluções. E, com a plateia, chegar a um objetivo: “espalhar ideias boas de Curitiba para o mundo, e que as boas ideias do mundo se façam ouvidas aqui”.

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