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Fachada da Reitoria da USP. Foto: Marcos Santos | USP.
Fachada da Reitoria da USP. Foto: Marcos Santos | USP.| Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A Universidade de São Paulo (USP) é a instituição de ensino superior do Brasil com a maior produção científica, mas está em 775º lugar em proporção de artigos entre os 10% mais citados no mundo. O dado é da última edição do Leiden Ranking, divulgado na semana passada, que classifica instituições por impacto científico.

INFOGRÁFICO: Veja a posição das 23 instituições brasileiras no Leiden Ranking

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Em quantidade de publicações, a USP está em 8º lugar mundial entre 963 instituições, com 16,8 mil artigos indexados no Web of Science. Em 1º lugar está Harvard, com 33,2 mil artigos. A Unesp, com 6,3 mil publicações, é a 2ª colocada do Brasil, e a 138ª no ranking mundial, seguida pela Unicamp e UFRGS – 182ª e 192ª, respectivamente.

Por outro lado, ao analisar o impacto acadêmico, apenas 6,2% dos artigos indexados (1.051) estão entre os 10% mais citados no mundo. O MIT está em primeiro lugar, com 24,6% dos seus artigos considerados “top-10” (2.551 de 10.358), seguido da Universidade de Princeton, 23,1% (1.204 artigos de 5.215) e de Stanford, com 22,6% (3.510 artigos de 15.543).

A primeira universidade brasileira com a maior proporção de artigos nos 10% mais citados é a Universidade Federal do Cear á (UFCE), na 711ª colocação, com 7,1% de artigos publicados entre os “top-10”, (115 em um total de 1.629 indexados). Em segundo lugar, entre as brasileiras, estão a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as duas com 6,7% dos seus artigos publicados entre os “top-10”.

O Leiden Ranking inclui instituições de ensino superior que tiveram ao menos mil artigos indexados no Web of Science, plataforma que reúne revistas acadêmicas e serve como referencial de citações científicas. O principal objetivo do ranking é fornecer medições precisas do impacto científico das universidades e de envolvimento das universidades em colaboração científica. A lista é feita pelo Centro de Ciências e Estudos Tecnológicos (CWTS) da Universidade de Leiden, na Holanda.

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