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A farmacêutica Heloísa Salomão se interessou pela genética em estágios e projetos de iniciação científica | Aniele Nascimento / Gazeta do Povo
A farmacêutica Heloísa Salomão se interessou pela genética em estágios e projetos de iniciação científica| Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Onde estudar

Confira as universidades do país que oferecem pós-graduações em Genética:

>>> Universidade Federal do Paraná (UFPR) – mestrado e doutorado.

>>> Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) – especialização em genética e genômica Humana.

>>> Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – mestrado e doutorado.

>>> Universidade de São Paulo (USP) – pós-graduação em genética e Biologia evolutiva.

>>> Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – pós-graduação em genética e Biologia Molecular.

Foi-se o tempo em que o Brasil estava atrás de nações desenvolvidas na área da genética. Atualmente, pesquisas de ponta também são feitas por aqui e a tendência é de que esse mercado só aumente, principalmente nos próximos três anos, tempo estimado para que pacientes passem a solicitar o próprio mapeamento genético em consultórios, segundo pesquisadores.

"Por meio do teste genético, checa-se se a pessoa pode ter alguma doença, mas ainda não se faz a análise completa do genoma em nenhum lugar do mundo. Estamos caminhando para isso", diz o geneticista Salmo Raskin, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e dono da clínica Genétika. Aliada a essa nova demanda de exames de DNA e a outras pesquisas baseadas na engenharia genética, a carreira de geneticista desponta como uma das mais promissoras do mercado.

Quem pensa em segui-la deve estar ciente de que deverá percorrer um longo caminho, já que ter uma graduação não é o suficiente para suprir os conhecimentos que um profissional precisa. Para atuar em laboratórios, clínicas ou institutos de pesquisa é exigido pelo menos mestrado e, para uma melhor colocação, doutorado.

A coordenadora do mestrado em Biotecnologia da Universidade Positivo (UP), Vanete Thomaz Soccol, diz que há bons cursos de pós-graduação no Paraná – assim como em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul –, o que permite que o aperfeiçoamento seja feito no país. Para cursá-los é preciso ter formação na área de Saúde ou Biológica, como em Medicina, Farmácia, Odontologia, Biologia, Enfermagem ou Nutrição.

Para atender pacientes e trabalhar com aconselhamento genético – levantar possíveis doenças genéticas que uma pessoa e sua família podem desenvolver ao longo da vida –, é preciso ser formado em Medicina. Se o plano é atuar em pesquisas dentro de laboratórios, basta uma das outras graduações.

Foi o que fez a farmacêutica Heloísa Salomão. Durante a faculdade ela descobriu, em estágios e projetos de iniciação científica, que queria trabalhar com genética. Fez mestrado e hoje é funcionária do Laboratório de Imunologia de Transplante da PUCPR.

Salários

Independentemente da área de atuação, um geneticista precisa se dedicar pelo menos dez horas diárias, manter-se informado com leituras de artigos e publicações científicas, ter curiosidade e espírito investigativo e gostar de experimentos. Para compensar o esforço e por ser uma profissão em alta, os salários costumam ser atrativos. Um profissional em início de carreira, com mestrado, ganha, em média, R$ 4 mil e, com doutorado, R$ 7 mil. Valores que chegam a atingir R$ 10 mil e R$ 15 mil, respectivamente, em dez anos de profissão.

VIDA NA UNIVERSIDADE |11:59

Conheça como é o cotidiano dos profissionais que trabalham em uma clínica de genética. A carreira de geneticista está entre as mais promissoras para os próximos anos.

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