A lâmpada da Engeled não depende de uma fonte interna que costuma ser frágil nos modelos importados | Fábio Muniz / UP
A lâmpada da Engeled não depende de uma fonte interna que costuma ser frágil nos modelos importados| Foto: Fábio Muniz / UP

TIRA-DÚVIDA

O que é uma incubadora?

Uma incubadora é uma iniciativa geralmente movida por universidades e outras instituições públicas ou civis dedicadas ao fortalecimento do empreendedorismo na sociedade. Ela reúne grupos de pessoas – estudantes, por exemplo – que têm uma ideia inovadora de negócio, mas carecem de estrutura e recursos financeiros para levá-la adiante. Em geral, as universidades oferecem estrutura física e assessoria empresarial, contábil, financeira e jurídica durante os primeiros anos da jovem empresa.

Cada incubadora estabelece suas próprias regras e prazos para a seleção de novas empresas. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, por exemplo, oportunidades são abertas todo fim de ano. É preciso elaborar um plano de negócios, passar por entrevistas, dinâmicas de grupo, apresentar a proposta para uma banca de avaliação e participar de capacitações promovidas pelo Sebrae.

O produto

Em comparação com as lâmpadas incandescentes e fluorescentes, a lâmpada LED (diodos emissores de luz, tradução da sigla em inglês) é conhecida por ser menos agressiva ao meio ambiente e mais econômica – 99% do material usado na sua produção é reciclável e tem mais tempo de uso.

A primeira lâmpada LED brasileira está sendo desenvolvida dentro de uma universidade paranaense e deve chegar ao mercado no segundo semestre deste ano. Mais resistente que os produtos importados vendidos hoje, a lâmpada projetada pela Engeled – empresa incubada na Universidade Positivo (UP) desde 2008 – está em fase final de testes.

Segundo um dos sócios da empresa, Rodrigo Ferraz, estudante de Engenharia Elétrica na UP, a ideia de desenvolver a lâmpada surgiu após visitas a feiras nacionais de iluminação, onde conheceram a tecnologia. Segundo Ferraz, os negócios estavam focados na iluminação decorativa com lâmpadas LED comuns, mas a empresa optou por mudar o rumo e apostar em um produto mais resistente e com mais credibilidade. "O problema das lâmpadas LED comuns é que elas dependem de uma fonte de alimentação que é frágil e queima com frequência. Não há esse problema com as que estamos produzindo", explica.

Preço

O preço do produto ainda será decidido com base em pesquisas com comerciantes e clientes. Por enquanto, a produção está focada na iluminação residencial, mas Ferraz admite que é discutida a possibilidade de investir no mercado industrial. A longo prazo, o desafio é fechar contratos na área de iluminação pública, em que a demanda é muito maior.

Hoje, a Engeled conta com dois sócios e oito funcionários. O vínculo com a UP termina neste mês, mas a empresa já trabalha em escritório próprio para dar continuidade às atividades.

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