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capa | Benett /Gazeta do Povo
capa| Foto: Benett /Gazeta do Povo

No momento da inscrição, muitos fatores influenciam a decisão do vestiba sobre qual curso e carreira seguir. A dúvida é comum nesta fase e algumas armadilhas podem surgir e levar a uma escolha errada. As pressões que o grupo de amigos e a família fazem, a falta de conhecimento sobre o curso e o mercado de trabalho são apenas alguns perigos.

Saiba quais são os sete erros mais comuns e como evitá-los para garantir a melhor escolha:

NÃO CONHECER AS OPÇÕES DE CURSOS

O conselho dos psicólogos e orientadores profissionais é que o aluno amplie seus horizontes e nunca feche portas para outros cursos. Quanto mais o vestiba puder viajar, ler, pesquisar e conversar com pessoas diferentes, mais ele pode conhecer novas profissões e também novas possibilidades dentro de áreas mais tradicionais.

Para isso é importante investir no autoconhecimento, na descoberta de suas próprias habilidades, para então direcionar as áreas em que poderia se sair melhor. A partir desse conhecimento sobre suas próprias capacidades, o aluno pode descobrir as profissões em que melhor se encaixa e até se surpreender.

SEGUIR, SEM REFLETIR, A TRADIÇÃO DA FAMÍLIA

As facilidades que o aluno pode conseguir quando seus pais trabalham em determinada área influenciam o vestibulando a seguir os mesmos passos. Seja pela possibilidade de conseguir contatos ou ter um escritório pronto, seguir a tradição familiar pode ser um bom caminho, mas é uma decisão que precisa ser acompanhada de muita reflexão.

Os psicólogos acreditam que esta influência não é necessariamente um problema, contanto que o aluno pense bastante se aquela profissão realmente se encaixa no seu perfil e se ele se identifica com aquele trabalho. O que não dá é ceder às pressões dos pais.

ESCOLHER O CURSO DA MODA

Com o desenvolvimento de novas tecnologias e a ampliação das áreas no mercado de trabalho surgem novas profissões e alguns cursos entram na moda e atraem os vestibulandos com expectativas de grandes oportunidades. Mas a psicóloga Maria Elizabeth Haro alerta para o deslumbramento com os cursos na área de informática e tecnologia, que absorvem atualmente muitos candidatos, mas que também mudam a todo instante. "O aluno precisa ter os pés no chão e pensar sua profissão a longo prazo. Ele deve avaliar como estará o mercado quando se formar e se realmente se vê trabalhando na área daqui a alguns anos."

PENSAR APENAS NO DINHEIRO

O futuro profissional e o retorno financeiro também são preocupações importantes para os vestibulandos, mas não podem ser os únicos determinantes sobre a escolha do curso. Levar em consideração as possibilidades do mercado de trabalho é essencial, contudo o aluno precisa saber que nenhuma profissão é garantia de sucesso profissional e altos salários. Em todas as áreas há pessoas que ganham muito e outras não e isso depende do esforço e da dedicação de cada um. O mais importante é que, desde o início da faculdade, o estudante pense em como vai exercer a profissão, procurando ser criativo e inovador na sua área. Aí sim as chances de sucesso serão grandes.

TER UMA IDEIA ROMÂNTICA DA PROFISSÃO

Algumas profissões são carregadas de estereótipos que nem sempre são verdadeiros. Quem pensa simplesmente em fazer Medicina para salvar vidas ou Medicina Veterinária para cuidar de animais pode se esquecer de que enfrentará muitas dificuldades e uma rotina pesada de trabalho. A mesma coisa acontece com aquelas pessoas que crescem já pensando na profissão que vão seguir e acabam construindo uma imagem que muitas vezes não corresponde à realidade.

É importante que o aluno entre em contato e vivencie o dia a dia dos profissionais do curso que deseja seguir. Desta forma poderá saber exatamente como é a rotina, sem aquele idealismo da profissão, e decidir melhor.

ESCOLHER O CURSO MENOS CONCORRIDO

A adolescência é uma fase de muitas incertezas e inseguranças. Decidir por uma profissão não é uma tarefa fácil, e muitas vezes o aluno não se sente maduro e preparado o suficiente para fazer essa escolha. Muitos depositam tanta esperança em entrar na faculdade que não se importam com o curso que irão fazer, o que acaba levando a uma escolha precipitada pelo curso que a princípio seja o mais fácil de passar. É importante o vestibulando trabalhar sua autoestima e não achar que a faculdade vai resolver seus problemas. A vida universitária é apenas o início de muitas decisões e desafios, que precisam ser enfrentados e superados.

SEGUIR A OPINIÃO DOS OUTROS

Quando o assunto é escolher uma profissão, colegas de trabalho, amigos, parentes, vizinhos, todo mundo quer dar um palpite. Como a dúvida é grande, alguns alunos acabam embarcando nessas opiniões e escolhem o curso sem saber se é realmente o que gostariam de fazer. Para a psicóloga Daniela Bauer, ouvir as dicas de outras pessoas é importante, mas é preciso saber se é só mais um palpite ou se existe algum embasamento. "Muitas pessoas têm uma imagem errada sobre a profissão e acabam passando isso para o vestibulando. Por isso é importante se informar sobre o curso e não ser levado só pela opinião de outra pessoa", afirma.

Fontes: Daniela Bauer Pereira de Almeida Bastos; Maria Elizabeth Nickel Haro e Rosa Maria Silva Endo; psicólogas; e Gilberto Gnoato, coordenador do Curso de Psicologia da Faculdade Dom Bosco.

Eles se arrependeram da escolha

Algumas vezes a vontade de entrar na faculdade é tão grande que o vestiba não pensa muito em qual curso fará, contando que passe. Isso é mais comum quando o estudante já tentou vestibular várias vezes sem sucesso. Foi assim com L.P.G, 20 anos, aluno de cursinho.

Ele tentou vestibular para Medicina duas vezes e não passou, mas como tinha nota suficiente no Enem para entrar no curso de Física da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), resolveu fazer. Mas logo veio a frustração e um mês depois ele desistiu da faculdade para se dedicar ao cursinho e tentar Medicina novamente. "Não vale a pena fazer qualquer curso, só por fazer. Você tem de pensar bem o que realmente quer e gosta de fazer e procurar conhecer a profissão. Agora vou me esforçar pra fazer Medicina, que é o que eu realmente quero", conta.

Luiza Moreno Moraes se decepcionou com o curso de Design de Produto que começou na Universidade Federal do Paraná (UFPR)em 2008. Quando fez a escolha, imaginou que não haveria muita diferença entre as habilitações do curso (Gráfico e de Produto), mas acabou percebendo que as diferenças são muitas e que deveria ter optado pelo Design Gráfico. "Gosto muito de imagens e ilustrações. No curso de produto eles lidam mais com materiais e objetos. Tranquei a faculdade neste ano para fazer o vestibular para Design Gráfico", afirma Luiza.

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