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Eleições

Alvaro e Maia negociam chapa conjunta. Mas quem vai ser o cabeça?

Presidenciáveis têm conversado por meio de interlocutores e já se encontraram pelo menos uma vez nas últimas semanas. Plano é isolar PSDB e MDB e construir uma alternativa de centro

  • Brasília
  • Estadão Conteúdo
 | Jane Araújo/Agência Senado e Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jane Araújo/Agência Senado e Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
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Com desempenho aquém do esperado nas pesquisas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) começaram a discutir uma possível aliança na disputa presidencial deste ano. O objetivo é construir uma coligação de centro em torno da candidatura de um deles e, dessa forma, tentar isolar PSDB e MDB, que negociam uma possível coligação em torno do ex-governador tucano Geraldo Alckmin.

Os presidenciáveis têm conversado por meio de interlocutores e já se encontraram pelo menos uma vez nas últimas semanas para tratar do assunto. No final de abril, eles almoçaram na residência oficial da Presidência da Câmara. Também participaram do encontro a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), e os deputados Rodrigo Garcia (DEM-SP) e Mendonça Filho (DEM-PE), coordenadores da pré-campanha do democrata.

Leia também: Do banco dos réus às urnas: 10 processados na Justiça que serão candidatos em 2018

No almoço, Maia e Alvaro concordaram que os partidos de centro precisam se unir, pois, do contrário, nenhum de seus representantes nem sequer chegará ao segundo turno da disputa presidencial. Os dois, porém, avaliaram que o cabeça dessa chapa de centro não pode ser Alckmin, que começou a negociar nas últimas semanas aliança que pode culminar com o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) como seu vice.

No DEM, a avaliação é de que Alckmin representa um “produto velho” e trará para sua candidatura todo o desgaste do governo Michel Temer, se tiver um emedebista de vice. A aliados, Maia diz que erra quem aposta que a campanha se concentrará na polarização entre o ex-presidente Lula (PT), que está preso e inelegível, e o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Para ele, o foco acabará sendo o governo Temer. Por isso, é preciso manter um distanciamento.

Já para o grupo de Alvaro, uma chapa PSDB-MDB poderá favorecer o senador, na medida em que permitirá uma polarização dentro do próprio campo do centro. “Seria o mundo ideal para nós. De um lado, estariam eles com a “chapa Lava Jato”. Do outro estaríamos nós”, afirmou a presidente nacional do Podemos.

Como fica a cabeça de chapa

Integrantes da cúpula do DEM e do Podemos já admitem que poderão abrir mão de serem os cabeças de chapa para apoiarem um ao outro. A ideia é que o candidato seja o que esteja melhor posicionado em julho. Para democratas, Alvaro pode ser enquadrado como “produto novo” e tem potencial para deslanchar; só precisa de apoio partidário. No último Datafolha, o senador oscilou entre 3% e 5%.

A presidente do Podemos também diz que Alvaro pode desistir, caso Maia esteja melhor. “Se houver acordo nesse sentido, topamos. Temos tempo para buscar a convergência”, disse Renata Abreu. O presidente da Câmara, contudo, ainda patina nas pesquisas, o que faz com que sua candidatura seja desacreditada até mesmo por correligionários próximos. No Datafolha divulgado em abril, ele apareceu com 1% das intenções de voto.

Outros possíveis aliados

Maia também tenta atrair para esse grupo outros partidos de centro que já lançaram pré-candidatos ou sinalizaram apoio a outros postulantes. Ele intensificou as conversas com o PTB, partido cujo presidente, o ex-deputado Roberto Jefferson, defende apoio da sigla a Alckmin. Com isso, ele conseguiu, por exemplo, que o PTB não aprovasse indicativo de apoio à candidatura do ex-governador durante sua convenção em abril, como o tucano desejava.

O presidente da Câmara também tem mantido conversas com o PRB, que lançou o empresário Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo, como pré-candidato ao Planalto. As conversas se dão diretamente com o presidente do partido, o ex-ministro Marcos Pereira. Além dessas legendas, o grupo de Maia diz já contar com apoio de outros partidos do centro, entre eles, PP e Solidariedade, que lançou o ex-ministro Aldo Rebelo como presidenciável.

Com a ofensiva sobre esses partidos, Maia busca se tornar o principal fiador das negociações eleitorais no centro, mesmo que não seja em torno de sua candidatura. Mesmo com 1%, o presidente da Câmara já definiu o slogan de sua campanha: “Vamos Recomeçar o Brasil”. O “conceito-chave” foi concebido pelo publicitário Fabiano Ribeiro, da Propeg. Ele está atuando na equipe de marketing de pré-campanha de Maia ao lado do jornalista Lula Costa Pinto.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha foi feita entre os dias 11 e 13 de abril. Foram entrevistados 4.194 brasileiros com 16 anos ou mais em 227 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-08510/2018 e foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo.

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