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Alvaro promete levar candidatura até o fim: “por que querem me tirar do jogo”

Pré-candidato do Podemos sugere que boatos seriam tentativa de campanha de Alckmin de vê-lo fora do pleito porque tira votos do PSDB

  • Filipe Albuquerque, com Estadão Conteúdo especial para a Gazeta do Povo
 | Felipe Rosa/Tribuna do Paraná
Felipe Rosa/Tribuna do Paraná
 
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“Ficam indagando sobre a possibilidade ‘ah, vai ser governador do Paraná, vai desistir da candidatura à presidência da República, vai ser vice do fulano, vai ser vice do Geraldo Alckmin, toda hora essa pergunta”. A fala revela o incômodo de Alvaro Dias, senador e pré-candidato à presidência da República pelo Podemos, em vídeo postado em sua página no Facebook na tarde desta terça-feira (24). Ele respondia novamente aos rumores sobre a possibilidade de compor como vice a chapa encabeçada por outro candidato. “Por que querem me ver fora desse jogo, longe desse enfrentamento?”

“Eu já disse mais de uma vez, não percam tempo. Parem de aventar sobre uma possibilidade que nunca houve da nossa parte”, completou o senador, hoje cotado como um dos possíveis candidatos da chapa da Aliança Patriótica Democrática Cristã, coalisão formada por nove partidos: PRTB, Podemos, PSC, PRP, Patriotas, PTC, DC, Avante e PROS.

O momentâneo ‘não’ do empresário Josué Gomes (PR) para ser vice na chapa de Alckmin trouxe de volta os rumores sobre opções para o posto. Alvaro, que tem retirado votos do PSDB principalmente na região Sul, continua sendo cotado para ocupar a função de vice do tucano.

O senador questionou os motivos que fazem a campanha de Alckmin querer “tirá-lo do jogo”. “Há meses, quando me consultaram da primeira vez, eu disse que essa hipótese não deve ser cogitada. Não há nenhuma hipótese de isso acontecer. Por que querem me tirar do jogo? Qual a razão de quererem me tirar do jogo? Por que eu tiro os votos do Alckmin e ele não tira os meus?”, perguntou. “Eu não entendo essa preferência de alguns por um candidato de São Paulo”, complementou.

Alvaro afirma que “não há qualquer hipótese” de essa aliança acontecer. Para ele, a junção de Alckmin com o Centrão é uma reedição ampliada do presidencialismo de coalizão, “a fotografia do atraso”, sistema que ele classifica como “corrupto” e “ultrapassado”.

LEIA TAMBÉM: ‘Nove anões’: siglas pequenas montam bloco e buscam candidato a presidente

“O povo brasileiro está cansado desse sistema político. Meu único propósito da campanha é pregar o fim desse sistema corrupto e ultrapassado. Eu não vou avalizar a reedição dessa tragédia que estamos vivendo, com a repetição do sistema. O que estamos verificando é a reedição ampliada desse presidencialismo de coalizão que fracassou”, afirmou.

‘Centrinho’ em busca de um candidato para apoiar

Segundo Levy Fidelix, líder do PRTB, o nome a ser apoiado como candidato a presidente sairá de três pesquisas encomendadas pela aliança. “Primeiro, vamos encontrar o candidato que se viabiliza melhor. Não significa que é o Alvaro Dias”, defende.

“Não tenho nenhuma expectativa em relação a esse assunto”, disse Alvaro também nesta terça-feira, em entrevista concedida à Rede TV, transmitida pelas redes sociais da emissora. O senador confirmou que existem conversas para a formação da coligação em torno de uma candidatura única, e apontou que a junção das siglas se dará sem barganhas. “O que é essencial para nós é preservar a proposta íntegra, preservar esse desejo de rompimento com o sistema atual e se pudermos nos fortalecer com siglas que possam dar algum tempo de televisão, ótimo, vamos fazer”.

Levantamento mais recente do Datafolha, divulgado em 11 de junho, Alvaro Dias aparece com 4% na preferência do eleitor com e sem o ex-presidente Lula entre os postulantes ao Planalto. Fidelix e Paulo Rabello de Castro, candidato do PSC, aparecem com 1%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 7 de junho, e ouviu 2.824 eleitores em 174 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais e índice de confiança de 95%, o que significa que, se fossem realizados 100 levantamentos com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro prevista.

O senador disse ainda que tem conversado com Rabello, com quem diz ter almoçado nesta terça. Durante a entrevista na Rede TV, tirou do bolso o Plano de 20 Metas do candidato do PSC, que disse ter recebido das mãos do próprio Rabello. “Almoçamos juntos. Há conversas evidentemente em curso, mas não estamos concluindo nada em relação à disputa eleitoral. Tem que respeitar todas as postulações”, define.

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Com Joaquim Barbosa pelo WhatsApp

Sobre a possibilidade de tentar uma aproximação com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que desistiu da pré-candidatura pelo PSB ao Planalto, Alvaro disse achar estranho que a informação de conversas entre os dois tenha sido divulgada nesta terça-feira pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Alvaro confirmou na entrevista à Rede TV que tem conversado com o ex-ministro via aplicativo de mensagens, e que não há nada que impeça o diálogo entre eles. “Trocamos às vezes mensagens escritas através do WhastApp mas não há nesse momento nenhum diálogo de natureza política visando uma coalizão, uma coligação com o PSDB”, disse. Em seguida, foi corrigido pelo jornalista Mauro Tagliaferri, que comandou a entrevista, que se tratava do PSB, partido ao qual Barbosa é filiado. “É tanta sigla que às vezes dá confusão. É uma sopa de letrinhas”, brincou rindo.

“O que temos feito é conversar com algumas lideranças do PSB”, informou. Ele negou que em algum momento das trocas de mensagens com Barbosa a proposta para uma composição com o ex-ministro no posto de vice tenha surgido. “Nunca cogitamos esse assunto. Respeito muito o Joaquim Barbosa. Acho que ele conquistou um espaço de credibilidade e intransferível no cenário nacional quando foi relator do mensalão”.

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