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Homem-bomba

Bolsonaro carrega ‘explosivos na cintura’, diz adversário: “ele vai morrer pela boca”

Reação debochada do deputado presidenciável a denúncias feitas contra ele na imprensa em nada ajuda na conquista de novos eleitores, avalia cientista político

  • Brasília
  • Evandro Éboli
 | Paixão/Gazeta do Povo
Paixão/Gazeta do Povo
 
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O ano eleitoral nem bem começou e Jair Bolsonaro já tem seu temperamento e comportamento testados, exibindo seu lado mercurial e que marcou até agora sua trajetória na política. O tom acima com que reage a determinados assuntos ou situações – seja a jornalistas ou a opositores – pode até assegurar as intenções de voto demonstradas em pesquisas até o momento, mas dificilmente irá atrair eleitores novos. É o que avaliam analistas políticos consultados pela Gazeta do Povo.

Para o consultor e cientista político Paulo Kramer, o jeito “espalhafatoso” de Bolsonaro não contribui em nada para que ele atraia mais apoiadores, em especial a adesão de partidos políticos tradicionais.

“Esse jeito Bolsonaro de ser foi bom até agora para ele, mas daqui para a frente se exige mais do que isso. Para ele obter uma aliança mais musculosa para disputar uma Presidência da República terá que superar esse comportamento. As pessoas, os políticos, ficam com medo de aderir por conta dessa sua imprevisibilidade, por causa da baixaria. Essa linha de atuação dele pode até torná-lo popular, como está conseguindo, mas necessariamente não o torna viável eleitoralmente”, analisa Kramer.

Bolsonaro foi alvo de reportagens nos últimos dias que questionaram desde seu patrimônio e de seus filhos até a contratação de uma servidora fantasma. Sem falar na revelação de que faz uso do auxílio-moradia ainda que proprietário de um imóvel em Brasília. O presidenciável reagiu aos questionamentos com o jeito áspero de sempre.

Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), Bolsonaro não se sustenta como candidato a presidente e demonstrou, nesses episódios, que usa “explosivos na cintura”. O parlamentar acha que o presidenciável não suporta um embate político.

“Politicamente é um homem-bomba. E acha que esse estilo ‘ferrabrás’ e truculento lhe deu certa popularidade. É rude, grosseiro. Ao responder à Folha de S. Paulo sobre uso do auxílio-moradia afirmou que era para pegar mulheres, fazer um abatedouro. É o macho absoluto. Isso desgasta muito. Está morrendo pela boca”, afirmou.

Integrante do grupo de apoio e assessor de Bolsonaro, o advogado Gustavo Bebbiano diz que a popularidade do presidenciável vem de seu jeito de ser e do que ele é naturalmente. Ele afirma que o deputado não representa um personagem.

“É o jeito dele, natural. E assim conquistou as pessoas. E ele responder de forma mais contundente a alguém é a demonstração de se tratar de um ser humano normal, que responderia assim também, quando o nível de irritação passa de determinado ponto. Bolsonaro é uma pessoa extremamente educada e de bom humor. E quanto mais se bate nele, mais ele cresce”, disse Bebbiano, que afirmou atuar como voluntário na equipe de Bolsonaro. “Estou ali por amor à camisa.”

Para o advogado, o deputado fluminense é alvo da imprensa, em especial da Folha de S. Paulo. “É uma perseguição pessoal. Só ficam em cima do Bolsonaro. O que queremos é igualar esse jogo. Por que não falam do Lula, com todas provas que há contra ele? Mas não vamos lançar mão desse argumento. Contra ele, estão pegando em filigranas”, disse.

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