225537

Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

PUBLICIDADE
  1. Home
  2. Política
  3. República
  4. Eleições 2018
  5. Bolsonaro já tem ministro da Fazenda: um banqueiro liberal e ‘Chicago Boy’

2018

Bolsonaro já tem ministro da Fazenda: um banqueiro liberal e ‘Chicago Boy’

Economista Paulo Guedes é um dos fundadores do Banco Pactual e estudou na Universidade de Chicago, reduto de economistas liberais

  • Da Redação
  • Atualizado em às
Paulo Guedes: fundador do Banco Pactual, presidente do grupo de investimentos Bozano e PhD pela Universidade de Chicago. | HUGO HARADA
Paulo Guedes: fundador do Banco Pactual, presidente do grupo de investimentos Bozano e PhD pela Universidade de Chicago. HUGO HARADA
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

Em mais um movimento para agradar ao mercado, o pré-candidato a Presidente e deputado Jair Bolsonaro (PEN/Patriota) anunciou nesta segunda-feira (27) quem pretende nomear para ministro da Fazenda caso seja eleito: o economista Paulo Guedes, um banqueiro e “Chicago boy”, como são apelidados os ex-alunos de economia da Universidade de Chicago, a meca do liberalismo.

Durante o fórum Amarelas ao Vivo, promovido pela revista Veja, Bolsonaro disse que se encontrou apenas duas vezes com Guedes e ponderou que ainda está na fase de “namoro” com o economista – que foi um dos fundadores do Banco Pactual e hoje é presidente do grupo de investimentos Bozano. Segundo o deputado, ainda a relação dele com Guedes ainda não é de “noivado”.

LEIA MAIS: Quem são os gurus de economia dos presidenciáveis e como eles podem mexer no seu bolso

Bolsonaro afirmou ainda que escolheu o nome de Paulo Guedes porque ele foi crítico de planos econômicos como o Cruzado e o Real e se recusou a participar do governo do PT.

A guinada pró-mercado de Bolsonaro: de desenvolvimentista a liberal

Jair Bolsonaro havia reconhecido recentemente não entender muito de economia – o que vinha provocando temores no mercado financeiro e no empresariado. Além disso, o deputado, nas votações de projetos de lei na Câmara, costumava ter um posicionamento desenvolvimentista e nacionalista na economia – o que o aproximava da política econômica da ditadura militar, do segundo mandato de Lula e da gestão inteira de Dilma Rousseff.

O desenvolvimentismo é a linha econômica que entende que o Estado tem um papel de estimular o desenvolvimento do país por meio da intervenção no mercado. É o oposto do liberalismo, conhecido pelo mantra “menos Estado na economia e na vida das pessoas”.

Desde que se tornou um nome viável para vencer a eleição, Bolsonaro passou a assumir discurso liberal. Deu declarações a favor de um Estado mais enxuto e menos interventor na economia. E até defendeu a privatização da Petrobras.

Bolsonaro também revelou estar sendo assessorado pelo economista Adolfo Sachsida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Sachsida comandou o braço de Brasília do Movimento Brasil Livre (MBL) – que se autodefine como uma organização que luta pelo causa liberal.

8 recomendações para você

deixe sua opinião

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O jornalismo da Gazeta depende do seu apoio.    

Por apenas R$ 0,99 no 1º mês você tem
  • Acesso ilimitado
  • Notificações das principais notícias
  • Newsletter com os fatos e análises
  • O melhor time de colunistas do Brasil
  • Vídeos, infográficos e podcasts.
Já é assinante? Clique aqui.
>