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eleições 2018

Como a desistência de Luciano Huck beneficia os candidatos da velha política

Para analista político, é difícil que algum candidato “novo” se apresente para concorrer a presidente do Brasil no ano que vem. Melhor para Lula, Bolsonaro e candidato tucano

  • Kelli Kadanus
 | Divulgação/TV Globo
Divulgação/TV Globo
 
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Com o apresentador de TV Luciano Huck fora do pleito eleitoral de uma vez por todas, os candidatos da velha política devem ser beneficiados e brigar pelo primeiro lugar nas eleições de 2018. Para o diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, é muito difícil que um candidato “novo” tenha tempo de surgir e se apresentar para a disputa. Na avaliação dele, o candidato tucano – seja ele o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ou o prefeito de São Paulo, João Doria – vai ter que brigar por uma vaga no segundo turno com o deputado federal Jair Bolsonaro.

Veja também: Por que Luciano Huck não quer ser presidente? Leia no blog Conexão Brasília

“[A disputa] vai terminar com os [candidatos] de sempre. Os candidatos são os profissionais da política”, avalia Hidalgo. Na opinião dele, quem mais se beneficia com a saída de Luciano Huck da lista de presidenciáveis são os pré-candidatos mais conhecidos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece em primeiro lugar nas pesquisas; Bolsonaro (futuro Patriota), que ocupa o segundo lugar; e os tucanos Alckmin e Doria, que devem brigar para assumir o lugar de Bolsonaro e tentar garantir a presença no segundo turno.

“Hoje a eleição está polarizada entre Lula e Bolsonaro e o PSDB aguardando a queda do Bolsonaro”, resume Hidalgo. Para ele, o cenário não deve mudar muito até outubro do ano que vem, já que os principais candidatos são conhecidos pelo eleitor e há poucas chances de surgirem fatos novos. “O que mais se pode falar do Lula?”, exemplifica o diretor do Paraná Pesquisas. “Estou vendo uma eleição previsível que vai beneficiar demais quem largar na frente”, prevê Hidalgo.

E o novo?

Luciano Huck ocupava o espaço do candidato “novo”, tão esperado pelo eleitor brasileiro, que tem rejeitado nas pesquisas os candidatos da “velha política”. Apesar da agitação em torno do nome do apresentador, Hidalgo diz nunca ter acreditado na possibilidade real de candidatura.

“Nunca acreditei na candidatura dele porque é muito difícil uma pessoa largar a sua profissão na idade que ele tem para entrar na política, com todas as dificuldades que ele deve ter percebido no meio do caminho”, diz.

Se também é difícil o surgimento de um candidato novo na política, quem vai agradar o eleitor que rejeita os pré-candidatos testados até agora? Segundo Hidalgo, o pré-candidato com mais chances de se colar no selo do “novo” é o senador Alvaro Dias (Podemos). “Alvaro Dias pode ser o cara que venda a ideia de ser o mais novo entre eles, ser o diferente”, diz.

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