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Corrida presidencial: Ciro Gomes é o herdeiro natural do ‘espólio’ de Lula?

Pré-candidato do PDT é um dos principais beneficiados com ausência do petista na disputa pelo Palácio do Planalto: sua intenção de votos dobra, abocanhando parte da simpatia da esquerda

  • Brasília
  • Evandro Éboli
 | Pedro Serápio/Arquivo Gazeta do Povo
Pedro Serápio/Arquivo Gazeta do Povo
 
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Um presidenciável que estreou na política em uma sigla de direita, quem diria, desponta como um dos principais herdeiros do espólio eleitoral de Lula. Ciro Gomes é, entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o que aparenta ter mais chances de aglutinar os votos da esquerda, caso Lula fique mesmo de fora do páreo. Nascido no interior paulista, mas criado no Ceará, Ciro tem 37 anos de vida pública. Está em seu sétimo partido, o PDT, desde 2015. A estreia, em 1980, foi no PDS, legenda de sustentação da ditadura militar. De lá para cá, passou pelo PMDB, PSDB, PPS, PSB e PROS.  

De comportamento explosivo, polêmico e sem papas na língua, Ciro flerta com a esquerda há algum tempo. Foi duas vezes candidato a presidente – em 1998 e 2002, pelo PPS – e não chegou ao segundo turno. Duro crítico do governo Michel Temer, o pedetista defendeu a petista Dilma Rousseff e já declarou que se houver risco de prisão arbitrária de Lula, ele iria se voluntariar e formar um grupo para sequestrar o petista e entregá-lo a uma embaixada a fim de pedir asilo político. Assim, evitaria sua prisão.

Hoje, Ciro Gomes é mais candidato do que nunca, ainda mais agora no novo cenário. O presidente do PDT, Carlos Luppi, um lulista de quatro costados, já declarou que o ex-governador do Ceará segue firme e forte na disputa. Parte da esquerda chiou há três semanas por Ciro não ter assinado o manifesto "Eleição sem Lula é fraude". O pré-candidato se solidarizou com o petista após a condenação do TRF-4. Foi moderado. Disse que assistiu com tristeza a decisão, que se trata de um capítulo doloroso da democracia do Brasil e que torce para Lula reverter essa decisão em outras instâncias.

Afinal, quem se beneficia?

Mas o que dizem os números sobre quem se beneficia ou não com a saída de Lula, ainda que seja muito prematuro fazer projeções. O último levantamento do Datafolha sobre sucessão presidencial, de dezembro de 2017, trouxe um cenário sem Lula, que liderou em todos os cenários variando entre 36% e 37%. Os eleitores de Lula foram perguntados em quem votariam se o petista não disputasse a eleição de 2018. Marina Silva (Rede) foi a maior beneficiada: 18% dos lulistas migrariam para ele. Ciro não fica longe e aparece em segundo, na condição de empate técnico, abocanhando 15% dos votos que seriam destinados ao petista.

Até Jair Bolsonaro (futuro PSL) – principal concorrente do petista – levaria um naco e absorveria 9% dos votos que seriam de Lula. Mas a maioria das intenções de votos ao petista, 34%, sem ele no páreo, votariam em branco e nulo. Ou seja, um em cada três. 

O melhor desempenho de Ciro Gomes nas pesquisas se deu nesse cenário, sem Lula na disputa. Com o petista concorrendo, o pedetista estaciona nos 7%. Sem Lula, ele quase dobra e vai para 12%, ficando em terceiro lugar, atrás de Bolsonaro (21%) e Marina Silva (16%). Na verdade, em segundo na condição de empate técnico com a pré-candidata da Rede.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Datafolha divulgada no sábado (2) ouviu 2.765 eleitores, em 192 cidades de todas as regiões do país, nos dias 29 e 30 de novembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para cima ou para baixo. O grau de confiança é de 95% – o que significa que, se a pesquisa for realizada 100 vezes, em 95 os resultados estarão dentro da margem de erro.

No levantamento de março de 2016, realizado nos dias 17 e 18 daquele mês, o Datafolha ouviu 2.794 eleitores em 171 municípios das cinco regiões brasileiras. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. E o grau de confiança é de 95%.

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