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eleições 2018

Debandada na Esplanada: 12 ministros estão de malas prontas para deixar o governo

Nos próximos três meses, presidente Michel Temer terá de fazer reforma ministerial forçada por causa das eleições

  • Brasília
  • Bárbara Lobato
Vista da Esplanada dos Ministérios: quem quer ser candidato neste ano tem de deixar o cargo até abril. | Geraldo Magela    /    Agência Senado
Vista da Esplanada dos Ministérios: quem quer ser candidato neste ano tem de deixar o cargo até abril. Geraldo Magela / Agência Senado
 
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As movimentações políticas em torno de uma reforma ministerial terão lugar de destaque na agenda do presidente Michel Temer (PMDB) neste início de ano. A debandada da Esplanada, que já começou no fim do ano passado, deve fazer com que Temer perca pelo menos 12 ministros que tinha até o início de dezembro. Todos vão concorrer nas eleições de outubro.

Nas duas últimas semanas, já deixaram os cargos para participar da disputa eleitoral os ministros Ronaldo Nogueira (Trabalho, do PTB) e Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços, do PRB). Outros dez ministros estão na fila para o desembarque da Esplanada com pretensões para a disputa eleitoral: Ricardo Barros (Saúde, do PP), Mendonça Filho (Educação, DEM), Fernando Coelho (Minas e Energia, sem partido), Helder Barbalho (Integração Nacional, PMDB), Sarney Filho (Meio Ambiente, do PV), Leonardo Picciani (Esportes, PMDB), Marx Beltrão (Turismo, PMDB), Maurício Quintela (Transportes, PR), Raul Jungmann (Defesa, PPS) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social, PMDB).

Outros ministros vão decidir se ficam ou não só no fim do prazo

Outros nomes só devem definir se saem mesmo do governo na reta final, em meados de abril, prazo final previsto em lei para que ministros deixem o cargo até seis meses antes da eleição. É o caso do ministro tucano Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores, do PSDB), do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD que tem ambição de compor uma eventual chapa para disputar o governo de São Paulo, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem planos de ser candidato a presidente da República pelo PSD.

 Segundo interlocutores palacianos, o presidente Temer deve manter os ministérios com os partidos que atualmente o ocupam. É uma forma de sinalizar que não pretende fazer alterações políticas às vésperas do Congresso Nacional votar a reforma da Previdência. 

Reforma da Previdência é a primeira preocupação de Temer na volta do Congresso

A expectativa do retorno dos trabalhos de parlamentares no Congresso Nacional gira em torno da reforma da Previdência. Na última semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou aliados políticos em um almoço para discutir a retomada das negociações para aprovação da proposta. A tendência, segundo assessores de Maia, é que há ambiente favorável para votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda as regras da aposentadoria.
Mesmo com ares otimistas, assessores ligados a Maia confessam que ainda não há certeza absoluta sobre os 308 votos necessários para aprovar, em dois turnos, a proposta. No Palácio do Planalto a aposta é que o assunto a população vai entender que mudanças são necessárias para a sustentabilidade do sistema previdenciário. Entretanto, uma pesquisa exclusiva para Gazeta do Povo mostra o contrário: a maioria dos brasileiros acha reforma da Previdência desnecessária. Maia tem dito a interlocutores que quer por a proposta em votação já no dia 19 de fevereiro.

Na Câmara, irmão de Geddel é o primeiro assunto da pauta

A Câmara também volta os trabalhos de 2018 com outro assunto: o Conselho de Ética precisa analisar o caso do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), alvo de uma representação assinada por Rede e PSol. Lúcio é alvo de investigação sobre as malas com R$ 51 milhões encontradas pela Polícia Federal em um apartamento em Salvador e atribuídas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, irmão do parlamentar.

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