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Equipe econômica inicia transição antes mesmo de novo presidente ser eleito

Ministério da Fazenda e Banco Central estão fazendo reuniões com economistas dos principais presidenciáveis. Representantes de Bolsonaro, Ciro e Alckmin já participaram das rodadas de conversas

  • Brasília
  • Flávia Pierry
O economista Paulo Guedes, da campanha de Jair Bolsonaro, deve se encontrar novo com a equipe econômica de Michel Temer. | Hugo Harada/Gazeta do Povo
O economista Paulo Guedes, da campanha de Jair Bolsonaro, deve se encontrar novo com a equipe econômica de Michel Temer. Hugo Harada/Gazeta do Povo
 
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2019 já começou. Pelo menos para os economistas das principais pré-candidaturas, que já estão circulando pelos corredores dos ministérios em Brasília. A área econômica do governo Michel Temer tem convidado os formuladores das campanhas para reuniões. Na próxima semana será a vez de Paulo Guedes, o guru de Jair Bolsonaro (PSL), ser recebido no Ministério do Planejamento. 

Entre os interesses de Guedes no rol de assuntos abarcado pela pasta estão as privatizações. A assessoria do ministério não confirmou a reunião, que está sendo preparada por técnicos.

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O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, já recebeu três representantes das campanhas desde o mês passado, inclusive Guedes. Também participa dos encontros o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Já foram recebidos pelo ministro os representantes dos pré-candidatos Bolsonaro, Ciro Gomes (PDT), e Geraldo Alckmin (PSDB). 

O convite para esse passeio pelo Ministério da Fazenda e reuniões com a equipe partiu de Guardia. Os assuntos tratados nas reuniões não foram revelados. “A Fazenda não vai comentar, em respeito aos assessores econômicos dos candidatos”, respondeu a assessoria do órgão, atendendo a questionamento da Gazeta do Povo

Porém, se de um lado tais reuniões são importantes para os economistas formularem os planos de governo, por outro é também a oportunidade para quem está dentro do governo, no alto escalão do funcionalismo, mostrar seu serviço para seus possíveis futuros chefes. Servidores de carreira, em sua maioria, acabam sendo incorporados pelos ministros quando há troca de governos. 

Para técnicos do governo, o gesto é avaliado como uma gentileza e uma forma de mostrar a real situação das contas públicas para aquele que terá de ajudar a formular soluções para o déficit fiscal de R$ 139 bilhões, para o aperto de despesas imposto pelo teto de gastos, entre outros problemas urgentes na economia. Mas também é uma forma de já ir “sentando na cadeira” de ministro. 

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Outras reuniões devem ocorrer entre os ministros e os representantes de campanha. Representantes do PT e dos partidos de esquerda, além dos candidatos de centro e direita com menor intenção de votos, ainda não foram recebidos. Segundo a Fazenda, ainda não há previsão de novos encontros. 

O economista Pérsio Arida, ligado ao tucano Geraldo Alckmin, participou de reunião com Eduardo Guardia no dia 4 de julho. Mauro Benevides, que atua na coordenação do programa econômico de Ciro Gomes, esteve com Guardia e Goldfajn no dia 9 de julho. Guedes, que representa Bolsonaro, foi recebido na semana seguinte. Após a reunião, Guedes afirmou que pode manter parte dos técnicos que hoje trabalham no Ministério da Fazenda, segundo reportagem da agência Reuters

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