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ELEIÇÕES 2018

Haddad muda discurso do PT e diz que Venezuela não é democracia

Foi a primeira vez que o representante do partido se posicionou dessa forma em relação ao país vizinho. Segundo Haddad, Venezuela e Nicarágua não podem ser caracterizados como democracias

  • Da Redação
O candidato a vice-presidente pelo PT Fernando Haddad: “Quando você está em conflito aberto, como está lá [na Venezuela e na Nicarágua], não pode caracterizar como uma democracia | NELSON ALMEIDA/AFP
O candidato a vice-presidente pelo PT Fernando Haddad: “Quando você está em conflito aberto, como está lá [na Venezuela e na Nicarágua], não pode caracterizar como uma democracia NELSON ALMEIDA/AFP
 
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Fernando Haddad, candidato a vice-presidente pelo PT, disse na segunda-feira (13) que a Venezuela e a Nicarágua não podem ser caracterizadas como democracias. A declaração foi feita durante uma entrevista promovida pelo Acadêmicos do Baixo Augusta, bloco de carnaval de São Paulo. As informações são do jornal “O Globo”.

Ao ser questionado se os dois países da América Latina seriam democracias ou ditaduras, ele disse que “quando você está em conflito aberto, como está lá, não pode caracterizar como uma democracia. A sociedade não está conseguindo, por meios institucionais, chegar a um denominador comum”.

As duas nações passam por momentos de instabilidade política e econômica. Enquanto, na Venezuela, a crise se arrasta há anos e tem provocado o êxodo de muitos venezuelanos para o exterior – inclusive o Brasil –, a Nicarágua enfrenta desde abril uma das fases mais turbulentas e violentas de sua história, com centenas de mortos.

Quanto à Vanezuela, Haddad ainda disse que, por lá, “a tradição golpista se impôs de parte a parte”. E afirmou que considera que os dois países estão, hoje, “à beira de uma guerra civil”. Para ele, no entanto, não cabe ao Brasil tomar partido na resolução dos problemas dos venezuelanos ou dos nicaraguenses. “Os governos do PT nunca tomaram partido quando há conflito aberto ou não em países da região. E eu acho essa posição correta do ponto de vista da chancelaria.”

Essa foi a primeira vez que um representante do PT se posicionou dessa forma em relação ao governo da Venezuela. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do partido, já chegou a declarar “apoio e solidariedade ao presidente Maduro frente à violenta ofensiva da direita”. Foi no ano passado, durante uma reunião do Foro de São Paulo.

Em outubro do ano passado, quando o partido de Maduro obteve vitórias em 17 dos 23 estados que elegeram seus governadores, o PT divulgou uma nota em que saudava “o presidente Nicolás Maduro e seu partido , o PSUV , pela contundente vitória eleitoral nas eleições regionais deste domingo, 15 de outubro de 2017, a vigésima segunda eleição em dezoito anos de governos liderados pelo PSUV”. A nota era assinada por Gleisi e por Monica Valente, que é secretária de relações internacionais do PT e secretária executiva do Foro de São Paulo.

Lula nos debates

Ainda durante a sabatina do Acadêmicos do Baixo Augusta, Haddad afirmou que o PT está buscando soluções para que o ex-presidente Lula, candidato à Presidência pelo partido, participe dos debates eleitorais que ainda estão por vir. O próximo será realizado na sexta-feira (17) pela RedeTV. Ele disse que, se Lula tiver sua participação negada no evento, o PT deve tentar uma negociação para que o ex-presidente seja representado por ele.

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