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ESTRATÉGIAS

Lula lá? 4 pontos para entender o que o PT realmente quer na eleição de 2018

Passando por sua pior crise desde a criação, o Partido dos Trabalhadores trabalha basicamente para não perder a relevância após o pleito de outubro. O que vier depois disso é lucro

  • Brasília
  • Débora Álvares 
 | Nelson Almeida/ 
AFP
Nelson Almeida/ AFP
 
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Com a prisão de seu maior líder, o PT enfrenta a eleição mais difícil desde sua fundação, em 1980. E, mais do que nunca, tem calculado os passos, sob risco de perder ainda mais força. No caminho, está a prioridade de não deixar que Lula fique nas sombras. Por isso, o partido está todo unido e segue girando em torno de seu maior líder que, embora preso, continua dando todas as cartas. 

Lula é o candidato petista à Presidência, mesmo inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Mas o próprio PT já anunciou que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad é quem vai ocupar o posto principal da chapa, com Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice. 

Nesse momento delicado, veja abaixo quais são os principais focos de atuação do partido nessa eleição.

1) Chegar ao 2º turno

Chegar ao segundo turno é, neste momento, o principal objetivo do PT. Lula não poderá fazer campanha como candidato, tampouco gravar novos vídeos para o programa eleitoral, e deve ter a candidatura impugnada, sendo obrigado, portanto, a ser substituído. 

Leia também: O que será do PT sem Lula? Essa será a grande questão após a eleição

A chapa que deve chegar nas urnas é Haddad-Manuela. E, para levar adiante esse projeto, petistas contam com todo o poder de transferência de votos do ex-presidente. Claro, imagens dele serão usadas na campanha. Há inclusive vídeos inéditos gravados no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, onde ele esteve por dois dias antes de se entregar à Polícia Federal. 

Engajamento nas redes sociais é obrigatório, além de vários palanques estaduais com os quais os petistas contam para pedir votos a Lula. Sem coligações expressivas, contudo, a sigla poderá ter dificuldade. Perder a eleição presidencial, na avaliação de dirigentes do partido, é cair demasiadamente em relevância nacional. 

2) Manter a bancada na Câmara

A quantidade de deputados federais eleitos têm uma relevância fundamental na força nacional de qualquer partido. Em um momento de crise no PT, esse campo não poderia ser menos explorado. A bancada petista é atualmente a segunda maior da Câmara, com 61 deputados, superada somente pelo grupo formado por PP, Avante e Podemos, com 70 parlamentares. 

Leia também: Pedetistas não poupam críticas ao PT: estratégia “suicida” e Haddad “poste”

Esse número serve de base para cálculos importantes nas eleições: o fundo eleitoral e o tempo de propaganda no horário eleitoral gratuito. 

Mas o dia a dia partidário também é impactado pelo tamanho da bancada federal. Isso define a participação da legenda em uma série de momentos da vida parlamentar, como possibilidade de ter nomes indicados à presidência de comissões, tamanhos de discursos, até tamanho e local de espaços físicos na Câmara dos Deputados.  

3) Reeleger o governador de Minas Gerais

Na análise petista, o Nordeste está praticamente ‘fechado com Lula’. "Em todos os estados temos candidatos ao governo do estado que vão fazer campanha por Lula ou para quem ele indicar, no caso o Haddad", disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. 

Lula preso dificultou alianças em todos os âmbitos, tanto nacional, quanto regionais. O partido admite não ter candidatos competitivos na Região Sul e na maior parte do Sudeste. Porém, a reeleição de Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais é considerada essencial.

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Sem ela, o PT ficaria reduzido basicamente à porção superior do país, sem expressão no Sul e Sudeste, o que o acabaria fragilizando mais e levando-o a ser taxado de "sigla regional" ou "um gueto", como classificou um senador da legenda. 

A aposta para a atração de votos para a chapa de Pimentel é a ex-presidente Dilma Rousseff, que já tem, apostam os petistas, vaga garantida no Senado. 

4) Garantir espaço no Senado 

O Senado é a casa legislativa revisora. Sem que os senadores tivessem batido o martelo pelo impeachment de Dilma Rousseff, por exemplo, não adiantaria que a maioria dos deputados tivesse votado para tal. 

A avaliação interna no PT é que não se conseguirá repetir a votação de oito anos atrás – é esse o tempo do mandato de senador –, quando 13 petistas foram eleitos ao Senado. A expectativa, porém, é não ter a bancada, que hoje é de nove congressistas, diminuída – houve mudanças de partido o período das janelas.

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