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Modéstia zero ganha eleição? Tem presidenciável que acha que sim

Pré-candidatos ao Planalto fazem auto-elogios em discursos públicos e vendem promessa de que podem resolver todos os problemas da nação

  • Brasília
  • Evandro Éboli e Débora Álvares
O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) foi um dos seis pré-candidatos sabatinados no evento da CNI, na quarta-feira. | Evaristo Sá/AFP
O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) foi um dos seis pré-candidatos sabatinados no evento da CNI, na quarta-feira. Evaristo Sá/AFP
 
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O painel promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com seis presidenciáveis na última quarta-feira (4) mostrou uma faceta comum entre os postulantes ao Palácio do Planalto: não haverá modéstia em discursos nessa campanha e todos se apresentarão como grandes gestores. O campeoníssimo no quesito ‘humildade zero’ está o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), que foi presidente do Banco Central no governo Lula (2003-2010).

Na explanação aos empresários, Meirelles atribuiu a si os ganhos econômicos e sociais alcançados nos oito anos da gestão do ex-presidente petista – do controle da inflação ao acesso da população de baixa renda aos bens de consumo. Também disse que foi o responsável pela melhora da economia no período de quase dois anos em que esteve à frente do Ministério da Fazenda no governo de Michel Temer.

Leia também: Aplausos e tapinha nas costas: sabatina indica candidatos favoritos do empresariado

E chegou a dizer: "o Brasil cresceu muito no governo Lula. Quem era o responsável pela política econômica? Foi ele [Meirelles]. Responsável pela política econômica do governo Temer? Foi ele [Meirelles]. Esse homem mostra ao país que, quando ele está [no governo] o país cresce. Quando não está, o país cai", disse o pré-candidato do MDB, que mostrou gestos ensaiados, como exibir os dois polegares para a frente ao mesmo tempo, num sinal de positivo, e um sorriso aberto nada espontâneo. 

O pedetista Ciro Gomes, ex-ministro e ex-governador do Ceará, se apresentou como um homem estudioso e dedicado ao Brasil. Disparou números e falatório sobre a economia e disse que não foi ali buscar simpatia, mas confiança dos empresários. Ele tentou mostrar não ser o político mercurial que é e garantiu não ser o "monstrengo" que pintam. E disse ser o “nome certo na hora certa”. 

"Essa eleição não pode ser à moda caudilhesca. Não pode ser do 'deixa que eu chuto', do pai da pobreza. É preciso eleger alguém com biografia, vida limpa. É preciso eleger ideias. Se quiserem um presidente fraco, escolham um desses que vieram conversar fiado aqui", afirmou Ciro. 

Leia também: Exército de robôs segue presidenciáveis no Twitter – e isso ameaça influenciar a eleição

Sem qualquer experiência no Executivo, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) foi o mais aplaudido (dez vezes) pelos empresários. Aplaudiram até ele dizer que não colocará um busto de Che Guevara no Palácio do Planalto, se eleito, e deram risadas quando ele contou como conquistou sua mulher. "O Brasil precisa de um presidente que chegue lá de forma isenta", afirmou sobre si mesmo. 

Uma das soluções apresentadas por ele, repetida também, será encher os ministérios de generais. E foi aplaudido por falar que se “o outro governo (do PT) encheu a Esplanada de terroristas, por que ele não pode colocar generais”. 

Longe de empolgar a plateia, Maria Silva (Rede) garantiu que vai acabar com o presidencialismo de coalizão e o toma-lá-dá-cá. Só não disse como. "Não vou dar pedaços do Estado [aos partidos] para ter apoio no Congresso".

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