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Candidatos a governador apelam para a emoção no último programa eleitoral

Principais concorrentes ao governo e ao Senado no Paraná buscaram passar mensagens mais pessoais aos eleitores

  • Euclides Lucas Garcia e Eriksson Denk, especial para a Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
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O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão terminou nesta quarta-feira (3) para os candidatos a governador, deputado estadual e senador. Nos últimos programas, os principais candidatos ao governo e ao Senado do Paraná optaram por um tom bem emocional. Ratinho Jr. (PSD), Cida Borghetti (PP), João Arruda (MDB) e Dr. Rosinha (PT) falaram menos de propostas e defenderam com mais vigor as bandeiras das coligações.

Ratinho afirmou que, quando o atacaram, “respondeu com propostas”. Ele também repetiu o mantra que o acompanha desde o começo da campanha, no dia 16 de agosto: que teve origem humilde, cresceu graças ao trabalho e não precisa da política, mas optou por esse caminho por “vocação e motivação para mudar”. Repetiu ainda que não faz parte de uma das grandes famílias de tradição política no Paraná. O candidato do PSD exibiu depoimentos da esposa, dos pais e dos irmãos e reforçou que representa a mudança, que vai fazer diferente e que acabará com mordomias.

ANÁLISE: Quem ganhou e quem perdeu o último debate para o governo do Paraná

A governadora Cida Borghetti disse que, desde que assumiu o governo, em abril deste ano, vem implementando uma “mudança de cultura” na gestão pública, e bateu na tecla da criação da Divisão de Combate à Corrupção. Ela citou o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro como “estados que não conseguem pagar médicos, policiais e professores” para passar a ideia de “compromisso fiscal”. Com os olhos marejados, lembrou do câncer que teve há 20 anos no colo do útero e do trabalho que faz desde então pela saúde das mulheres. Por fim, disse que é preciso governar para todos os paranaenses, com “compromisso e responsabilidade”, e pediu o voto dos eleitores para estar no 2º turno.

João Arruda afirmou que é a mudança de verdade para estar no 2º turno e o único candidato viável de oposição ao grupo político do ex-governador Beto Richa (PSDB) – Ratinho foi secretário do tucano e Cida, a vice-governadora. Valendo-se um pedido de voto do tio, o senador Roberto Requião (MDB), disse que pretende criar uma rede de proteção social para os mais pobres, que vai baixar as tarifas de luz e água, reduzir os impostos sobre o gás, e que quer uma polícia bem equipada nas ruas.

Já Dr. Rosinha voltou a citar o ex-presidente Lula (PT) e as conquistas sociais do lulismo na esfera federal em favor dos “mais necessitados”. E disse que as eleições de 2018 serão “fundamentais”. “Esse é o maior confronto eleitoral da nossa história: de um lado aqueles que lutam pelo povo, por desenvolvimento econômico e social com inclusão dos pobres; e, do outro, pessoas que representam as elites e só querem enriquecer”, afirmou. Usando imagens da última visita do candidato a presidente Fernando Haddad (PT) a Curitiba, no início desta semana, pediu que os eleitores “não deixem o Paraná nas mãos dos mesmos”.

IBOPE: Ratinho é o candidato da RMC; Cida e Arruda vão melhor entre as mulheres

Despedida dos candidatos ao Senado

Os principais candidatos ao Senado também apelaram para o histórico, pautas nacionais e a importância dos dois votos. No domingo (7), os paranaenses vão escolher dois nomes.

O senador Roberto Requião (MDB), candidato à reeleição, optou por um discurso nacionalista e disse que o país vive um momento de “entreguismo do petróleo”, “indústria e direitos trabalhistas encolhendo” e “bancos se fartando de juros”. Nelton Friedrich (PDT), candidato da mesma chapa, optou por falar do pedágio e de uma licitação mais transparente a partir do fim dos contratos do Anel de Integração, em 2021.

Beto Richa (PSDB), que chegou a ser preso e solto durante a campanha, falou do pai (o ex-governador José Richa) e de sua história na política, da prefeitura de Curitiba ao governo do Paraná. Disse que realizou obras em todos os municípios, deixou as finanças em dia e R$ 7 bilhões em caixa para investimento. Também afirmou que “quiseram manchar o seu nome” ao citar en passant as operações que implicam seu nome. “Contrariei interesses daqueles que queriam usar a máquina pública em proveito próprio”, disse.

Alex Canziani (PTB) e Professor Oriovisto Guimarães (Podemos) pediram apoio ao eleitor como segundas opções de voto. Canziani citou o trabalho com educação desenvolvido ao longo dos mandatos como deputado federal e Oriovisto, o “sonho” de alcançar o Senado na primeira disputa eleitoral.

Mirian Gonçalves (PT), por fim,falou de sua trajetória como advogada trabalhista e de projetos para mulheres e pessoas com deficiência desenvolvidos na prefeitura de Curitiba – ela foi vice na gestão de Gustavo Fruet (PDT).

Votação é no próximo domingo (7)

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), 7,97 milhões de paranaenses estão aptos a votar neste domingo (7). Há quatro anos, eram 7,86 milhões de eleitores. A maioria dos eleitores é mulher (52,4%) e tem Ensino Médio completo (25,74%) ou Ensino Fundamental incompleto (25,16%).

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