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Ex-aliado, Flavio Arns diz que Richa agora terá de se explicar

Candidato ao Senado pela Rede e ex-vice-governador de Beto Richa, Flavio Arns disse ter ficado surpreso ao ver o ex-companheiro ser preso pelo Gaeco

  • Angieli Maros
Ex-aliado de Beto Richa (PSDB), Flavio Arns (Rede) tenta descolar imagem da do ex-governador | Fernando Zequinão/Gazeta do Povo
Ex-aliado de Beto Richa (PSDB), Flavio Arns (Rede) tenta descolar imagem da do ex-governador Fernando Zequinão/Gazeta do Povo
 
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Candidato ao Congresso pela Rede, Flavio Arns afirmou ter ficado surpreso ao ver o nome de Beto Richa (PSDB) – seu ex-companheiro político e com quem agora disputa uma das cadeiras ao Senado pelo Paraná – no centro do escândalo apurado pela operação Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Arns, que foi vice-governador na primeira gestão do tucano como mandatário do Palácio Iguaçu, disse que, independentemente do que mostrem as urnas, Richa agora terá que se dedicar a “explicar o que aconteceu”.

As declarações foram dadas por Arns neste domingo (23) enquanto ele cumpria agenda ao lado da presidenciável Marina Silva, também da Rede, na feira do Largo da Ordem, em Curitiba. Marina, Arns e o candidato ao governo do Paraná Jorge Bernardi ficaram por mais de uma hora em campanha na feira – que recebeu dezenas de políticos nesta reta final do período eleitoral, inclusive a candidata a vice de Ciro Gomes (PDT), Katia Abreu (MDB).

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“Eu penso que, agora, ele [Richa] tem que se dedicar a explicar o que aconteceu. Acho que isso é o mais importante. O futuro a gente tem que ver o que vai acontecer, o que o povo vai decidir. Mas o mais importante é que tudo hoje em dia tem que ser investigado”, comentou.

Embora diga que não tenha mais nenhuma proximidade com o ex-governador e nem com o grupo político dele, Arns já foi um dos grandes nomes aliados de Beto Richa. Entre 2010 e 2014, foi vice-governador e secretário de Educação do tucano e, na segunda gestão do então companheiro, esteve à frente da Secretaria para Assuntos Estratégicos entre 2015 e 2017.

“De fato eu fui vice-governador, fui secretário de Educação junto e eu diria que nos avançamos muito na área da Educação”, desconversou o candidato, que acrescentou ter ficado surpreso ao ver Richa envolvido na investigação que remete a fatos de 2012 e 2013 – ano em que Arns era vice-governador do Paraná. “Para mim foi uma grande surpresa, devo confessar. Assim com tantas coisas que aconteceram. Não esperava isso”, disse.

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O ex-governador Beto Richa foi apontado pelo Ministério Público estadual (MPPR) como um dos principais suspeitos de comandar uma organização que teria fraudado a licitação milionária do programa estadual Patrulha no Campo em 2013. Ele e demais membros de seu núcleo político duro, incluindo a esposa, Fernanda Richa, e o irmão, Beto Richa, chegaram a ser presos, mas tiveram o pedido de liberdade acatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Campanha não muda

Antes de ser praticamente sugado pelo furacão da Rádio Patrulha, Beto Richa tinha em Flavio Arns um dos maiores desafios a sua candidatura ao Senado. Concorrentes diretos, os dois chegaram a protagonizar a mais espinhosa das sabatinas entre candidatos ao Senado realizada pela Gazeta do Povo, em agosto.

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Mas neste domingo, Arns disse que o fato de Richa ter sido preso não deve mudar a estratégia de sua campanha, ainda que reconheça que as chances de chegar ao Senado agora sejam maiores. “Eu, desde o começo, sempre dizia para as pessoas ‘não vamos olhar para os concorrentes, vamos olhar para nos mesmos para nos fazermos uma boa campanha’. Mas o pessoal está muito animado com a possibilidade real de chegar ao Senado Federal”, finalizou.

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