Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

PUBLICIDADE
  1. Home
  2. Política
  3. Paraná
  4. Eleições 2018
  5. “Não posso pagar pelo erro dos outros”, diz Ratinho Junior sobre ex-chefe, Beto Richa

eleições 2018

“Não posso pagar pelo erro dos outros”, diz Ratinho Junior sobre ex-chefe, Beto Richa

Candidato do PSD ao governo, ex-secretário Richa, tenta desvincular imagem de ex-governador, preso na terça-feira (11)

  • Gazeta do Povo
Candidato ao governo Ratinho Junior (PSD) em sabatina na Gazeta do Povo | Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo
Candidato ao governo Ratinho Junior (PSD) em sabatina na Gazeta do Povo Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

O candidato ao governo do Paraná Ratinho Junior (PSD) parece disposto a descolar a imagem à do ex-governador Beto Richa (PSDB), preso na última terça-feira (11) acusado de fraude em licitações de estradas rurais. Em sabatina à Gazeta do Povo na tarde desta quarta-feira (veja na íntegra), Ratinho, que foi secretário de Desenvolvimento Urbano do governo Richa entre 2013 e 2014 e de 2015 a 2017 sustentou que “se houve problemas em outras áreas do governo” não pode “pagar pelo erro dos outros”.

O papel de Ratinho à frente de uma das pastas mais importantes do Executivo estadual e sua ligação com o ex-governador, manchado pela prisão e por investigações das operações Lava Jato e Quadro Negro, é uma das armas de seus adversários ao Palácio Iguaçu.

SAIBA MAIS: Entenda como a prisão de Beto Richa afeta sua candidatura ao Senado

Aos jornalistas, Ratinho declarou não se arrepender da participação no governo do tucano. “Não [me arrependo] porque eu não participei de nada [esquema de propina]. Não posso me arrepender do que não fiz. Tenho honra de ter participado da secretaria [Sedu] sem nenhuma obra investigada . Se alguém fez alguma coisa errada, que pague a e justiça seja feita”, disse.

Apesar disso, o candidato diz não ter mais ligações com Richa. “Não adianta querer jogar no meu colo uma aliança que não existe”, diz, apontando que a coligação dele “é outra” -- Richa participa da chapa da candidata Cida Borghetti (PP).

Segundo Ratinho, sua relação com o ex-governador era restrita aos assuntos da pasta e ele tomou conhecimento das operações que envolvia seu chefe “apenas pela imprensa”. “Falava [com Beto] quando precisava falar da minha pasta. Não tinha relação de intimidade”, se defendeu. “Eu cumpri o papel da minha secretaria. Ele como governador deveria ter tomar suas decisões [em relação aos escândalos em outras pastas]”, disse.

JOÃO FREY: O que respinga da prisão de Richa nas campanhas ao governo do Paraná

O candidato ainda afirmou que “nunca teve pedido ilícito” em sua secretaria. “Nunca me pediram absolutamente nada e eu jamais aceitaria”.

Prisão de Richa

Beto Richa, a esposa, Fernanda Richa, e aliados foram presos na última terça-feira (11) em operação do Gaeco que investiga fraudes em licitações para manutenção de estradas rurais: a operação Rádio Patrulha.

O juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, concordou com os apontamentos dos Ministério Público Estadual (MP) de que o ex-governador Beto Richa (PSDB) é o chefe da organização criminosa que fraudou o programa “Patrulha do Campo”. Ao determinar a prisão temporária do tucano, o magistrado viu indícios suficientes de que ele foi o principal beneficiado pelo esquema, que só funcionava graças ao aval dele aos subordinados como chefe do Executivo.

Já a ex-primeira-dama Fernanda Richa é apontada como auxiliar do marido na lavagem do dinheiro desviado, por meio da compra de imóveis no nome de empresas da família. Veja abaixo o que dizem os presos.

Veja como foi a sabatina:

8 recomendações para você

deixe sua opinião

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE