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atentado

Perícia conclui que caravana de Lula foi mesmo alvo de um ataque a tiros

Perito confirma que houve pelo menos dois disparos de arma de fogo a 18 metros de distância da comitiva do petista. Arma usada teria sido uma obsoleta “garrucha”

  • Curitiba
  • Beatriz Pozzobom, especial para a Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
Perito criminal Inajar Kurowski, responsável pela investigação, mostra buraco da bala: arma é de calibre muito baixo. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Perito criminal Inajar Kurowski, responsável pela investigação, mostra buraco da bala: arma é de calibre muito baixo. Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
 
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Laudo da Polícia Científica do Paraná divulgado na tarde desta quinta-feira (5) confirmou que a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi mesmo alvo de um ataque a tiros na noite de 27 de março, quando trafegava por uma estrada no interior paranaense.

De acordo com a perícia, os ônibus da comitiva sofreram três impactos, sendo dois deles disparos de arma de fogo. Os dois tiros acertaram o mesmo veículo e foram realizados por um atirador que estaria a 18,9 metros à direita do veículo. O atirador efetuou os disparos quando o ônibus já havia passado por ele. O laudo também conclui que ele estaria a uma altura de 4,36 metros acima do ônibus, possivelmente em um barranco.

Leia também: Moro manda prender Lula no processo do tríplex

A polícia também concluiu que o tiro, possivelmente, partiu de uma arma de calibre 32, bem obsoleta, que não é mais encontrada para comprar, assim como a munição, conhecida como “garrucha”. O perito criminal Inajar Kurowski, responsável pela investigação, afirmou, em entrevista coletiva à imprensa, que o calibre da arma é muito baixo. E, se caso o atirador tivesse usado uma arma mais potente, provavelmente, os projéteis teriam atravessado a estrutura do ônibus e acertado as pernas e a cabeça de alguém.

O perito disse também que não é possível verificar se o ônibus estava parado ou em movimento quando foi atingido pelos disparos de arma de fogo. Isso porque a velocidade do projetil é “absolutamente maior” a do ônibus, impossibilitando os cálculos.

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Segundo o perito Inajar Kurowski, atirador efetuou os disparos quando o ônibus já havia passado por ele a uma altura de 4,36 metros acima do ônibus.Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Os materiais colhidos na perícia foram encaminhados para análise em laboratório. A análise deu positivo para chumbo, comprovando que dois dos impactos foram causados por armas de fogo.

Um segundo laudo também foi apresentado para a imprensa, baseado em imagens cedidas pela concessionária Ecocataratas, pelo perito criminal Lucas de França Leviski. Ele ressaltou, diversas vezes, a baixa qualidade das imagens cedidas, o que impossibilitou um pronunciamento categórico quanto à existência ou não de marca de disparo por arma de fogo, a partir da análise das imagens.

Autoria do disparo ainda é desconhecida

O delegado-titular de Laranjeiras do Sul, Helder Lauria, afirmou que já foram ouvidas 15 pessoas entre policiais rodoviários estaduais, passageiros dos ônibus e pessoas que estavam nos locais onde os veículos pararam. Lauria disse também que as investigações continuam e que mais pessoas serão ouvidas para que se descubra a autoria do disparo.

O ônibus do ex-presidente Lula sofreu o atentado na noite do dia 27 de março, quando saía de Quedas do Iguaçu (PR) rumo a Laranjeiras do Sul (PR). A caravana de Lula foi tumultuada desde o seu início, no dia 19 de março, em Bagé, no extremo sul do Rio Grande do Sul. A comitiva enfrentou diversas manifestações contrárias ao petista na maioria das cidades visitadas. Houve bloqueios em estradas, atos públicos com arremesso de ovos e pedras e agressões mútuas de manifestantes pró e anti-Lula.

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