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Eleições

Janaina Paschoal descarta se candidatar ao governo de SP. “Não vou me aventurar”

Recém-filiada ao partido de Jair Bolsonaro, autora do impeachment de Dilma Rousseff deixou em aberto a possibilidade de concorrer a algum outro cargo. Mas “é mais provável que não”

  • Sergio Luis de Deus
 | Geraldo Magela/Agência Senado
Geraldo Magela/Agência Senado
 
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A advogada e professora universitária Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, descartou a hipótese de concorrer ao governo de São Paulo nas eleições deste ano. “Não vou me aventurar”, disse, via Twitter. Ela foi convidada para encabeçar a chapa a governador pelo PSL de Jair Bolsonaro, partido ao qual ingressou antes do fim da janela de filiações, em abril.

Em uma série de 22 tuítes publicados no sábado (12), Janaina justificou a decisão de não se candidatar. “Fiquei muito honrada com o fato de meu nome ter sido cogitado para concorrer ao governo do Estado de São Paulo. Eu amo São Paulo, que recebe todo o Brasil. Confesso que essa ideia me balançou muito. Sei que parece loucura, mas balançou”, escreveu.

Leia também: A dança dos vices: quem são os nomes mais cotados pelos presidenciáveis

“Mas uma campanha ao Governo de São Paulo é algo gigantesco. Por incrível que pareça, eu me sinto capaz de exercer o cargo (que não é algo simples), mas não tenho condições de enfrentar uma tal campanha. Ainda que um pouco triste comigo mesma, eu não vou me aventurar.”

A advogada deixou em aberto a possibilidade de concorrer a algum outro cargo eletivo, mas disse que é “mais provável que não”. “Tenho até agosto para decidir, mas penso que posso ajudar meu país, mesmo estando fora da política”, afirmou ela, que aproveitou para criticar a exigência legal de estar filiado a um partido para se candidatar. “Esse sistema de a pessoa precisar se filiar para, eventualmente, se candidatar a algum cargo político é muito ruim.”

“Sem desmerecer os partidos, depois desse curso intensivo, eu sou ainda mais favorável às candidaturas avulsas. As pessoas se voluntariam, livremente, e o povo decide (...). “Entendo que seria um avanço, em termos de Democracia, o STF autorizar essas candidaturas avulsas.”, escreveu ela, que disse ter sido sondada por várias legendas.

Namoro antigo

A escolha pelo PSL se deu pela afinidade de pensamento, segundo ela. “Muitas pessoas já ligadas à sigla me recomendaram. Com exceção de um ou outro ponto, o estatuto do partido confere com o que eu penso. Não há notícias de escândalos de corrupção envolvendo a sigla, ou seus membros.”

Em novembro do ano passado, Janaina usou sua conta do Twitter para dizer que Bolsonaro é o único pré-candidato que parece sensível aos problemas de segurança pública. Em suas postagens no microblog, escreveu que “Bolsonaro parece perceber que a violência está diretamente relacionada à corrupção. Salvo melhor juízo, ele não mostrou condescendência relativamente a nenhum dos envolvidos nos últimos escândalos”.

Ao discordar de analistas políticos que classificam o deputado federal como “fenômeno”, a advogada escreveu que os aqueles que o enxergam desse modo “não entendem nada de voto, ou não entendem nada de gente”. “Dadas as opções e a realidade posta, Bolsonaro é o voto que revela maior racionalidade”.

Ainda por seu blog à época, porém, não afirmou que suas postagens configuravam apoio à candidatura do parlamentar. Disse que estava conversando com diversos partidos e que, naquele momento, estava apenas “tornando público o que venho falando particularmente. Antes da Economia, as pessoas se preocupam com vidas”.

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