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Fake news contra o TSE

Possível envolvimento de deputados leva investigação sobre campanha de desinformação à PGR

  • PorEstadão Conteúdo
  • 22/11/2020 13:35
Sede do Tribunal Superior Eleitoral
Sede do Tribunal Superior Eleitoral.| Foto: José Cruz/Agência Brasil

A investigação sobre ataques à Justiça Eleitoral no domingo de eleição, que corre no Ministério Público Federal (MPF), foi transferida para a Procuradoria-Geral da República (PGR) porque os supostos crimes não estariam restritos ao campo eleitoral e, além disso, porque parlamentares bolsonaristas, detentores de foro privilegiado, foram listados como propagadores da campanha de desinformação detectada. O despacho foi enviado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, nesta sexta-feira (20), ao procurador-geral da República, Augusto Aras.

A decisão de Góes foi tomada ao analisar documentação apresentada pela SaferNet Brasil, entidade que tem colaboração formal com o MPF para monitoramento da desinformação nas eleições.

Após o vazamento de dados de recursos humanos e do ataque que sobrecarregou a consulta a serviços do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), redes bolsonaristas passaram a propagar a narrativa de que o resultado das urnas estaria em xeque. Os ataques, porém, não tiveram qualquer impacto na segurança do pleito.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que quatro deputados são citados no despacho de Brill de Góes para justificar a mudança de âmbito: Filipe Barros (PSL-PR), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF). Caso processados, a lei exige que a iniciativa parta da PGR, perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, o procurador ressaltou que os possíveis crimes de vazamento de informações confidenciais não podem ser apurados na esfera eleitoral porque, em tese, configuram crime cibernético contra serviço público federal. Estes são passíveis de apuração na esfera criminal. A Polícia Federal também tem investigação sobre o ataque hacker contra o TSE.

A existência da apuração da SaferNet Brasil foi revelada nesta sexta (20). Uma das linhas de investigação trabalhadas é a de que o hacker responsável pelos ataques pode ter sido auxiliado por radicais brasileiros ligados a núcleos bolsonaristas.

A representação produzida pela SaferNet para o MPF cita o CyberTeam como o grupo que reivindicou as ações do domingo e menciona que o principal protagonista desta organização é o hacker que se identifica como Zambrius. Em entrevista ao Estadão por e-mail, a pessoa que usa o pseudônimo afirmou ter sido a única responsável pelas ações e negou ter recebido auxílio de hackers brasileiros.

No entanto, a apuração preliminar que tramita no MPF indica outro caminho. "O aprofundamento das análises tem revelado indícios da existência de um sofisticado núcleo de tecnologia da informação, com hackers a serviço de grupos políticos com interesses em desacreditar a Justiça Eleitoral, o processo de apuração e totalização de votos e, em última instância, o sagrado direito a eleições livres e limpas no Brasil", salienta a SaferNet.

O que afirmam os deputados citados

A deputada Bia Kicis afirma que "a questão da confiabilidade do sistema eleitoral é um dos temas mais importantes para qualquer país democrático" e que "vem travando a luta por uma eleição segura há mais de seis anos". Diz também que os problemas recentes de invasões contra instituições públicas e a demora na contagem de votos no último domingo "deixam cada vez mais clara a fragilidade de todo sistema eleitoral sem o voto impresso".

Como já salientado, porém, os ataques não levaram qualquer prejuízo ao sistema de votações.

Os demais parlamentares citados continuam usando as redes para disseminar informações enganosas sobre a urna eletrônica. Carla Zambelli escreveu: "A quem interessa que a sociedade não tenha o direito de, em caso de dúvida, auditar seus votos?". Eduardo Bolsonaro, por sua vez, publicou: "Não sou obrigado a acreditar em urnas inauditáveis e como parlamentar proponho leis que dêem mais transparência às eleições". "Agora não podemos nem questionar a segurança do sistema eleitoral", publicou Filipe Barros.

Ao contrário do que afirmam, a urna eletrônica brasileira é auditável. Ela possui diversos recursos para auditagem, como Registro Digital do Voto, log da urna eletrônica, auditorias pré e pós-eleição, auditoria dos códigos-fonte, lacração dos sistemas, tabela de correspondência, lacre físico das urnas, identificação biométrica do eleitor, auditoria da votação (votação paralela) e oficialização dos sistemas.

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Comentários [ 10 ]

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  • V

    Valter Moreira

    ± 0 minutos

    Japão, Alemanha, Canadá, dentre vários outros utilizam o voto em papel. Brasil, Venezuela utilizam urnas. Será não temos nem mais direito de achar estranho? As urnas sao teoricamente auditáveis, ok, mas não se pode colocar um programa nela que desvia votos? Mas sinceramente creio que se houver fraude a mesma se dá na totalização e essa paradas, como a que aconteceu na última eleição sucita dúvidas. Eu tenho direito de desconfiar, e isso não me faz um criminoso, bolsonarista ou qualquer outra pecha que me queiram atribuir.

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    • M

      Marcos

      ± 41 minutos

      Acho que a matéria poderia ser particionada. Uma coisa é o ataque hacker que precisa ser investigado. Outra são manifestações livres de descontentamento com o sistema eleitoral brasileiro. Somos livres para desconfiar do modelo vigente e deputados eleitos tem obrigação de ecoar os pensamentos de seu eleitorado. Será que além da ditadura do STF teremos a ditadura do TSE? Há anos o nosso modelo de votação é questionado por especialistas em segurança da informação. Temos obrigação de desconfiar e exigir mais transparência.

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      • L

        Liliane Cristina Jarschel Marta

        ± 1 horas

        Muito estranho colocarem o termo "deputados bolsonaristas ". Afinal são eles que representam o povo. E o povo tem direito de saber por que motivo as urnas nao foram usadas juntamente com uma impressora acoplada, para que se pudesse auditar os votos. O MP está agindo de forma esquerdista ou é impressão minha?

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        1 Respostas
        • V

          VivaoBrasil

          ± 17 minutos

          liliane, impressão sua. Os "deputados bolsonaristas" são todos bolsonaristas, ou não ? Não tem nada de estranho.

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      • T

        TIAGO

        ± 1 horas

        E outra... Eu acompanho a Bia Kicis ela não criou fake news, só falou sobre a possibilidade das urnas ser fraudadas. Em nenhum momwnto disse sobre Covas em SP. Isso é perseguição criada pelo nosso pequeno stf.

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        • T

          TIAGO

          ± 1 horas

          Quem é SaferNet? Tem q tomar cuidado para não acontecer nos EUA q aceitaram o dossiê produzido contra Trump comprado de uma empresa pelo partido Democrata.

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          • J

            JOSE MESQUITA DE FIGUEIREDO BARBOSA

            ± 1 horas

            De onde vem a autoridade da Safernet? Qual o poder institucional de uma instituição privada que defende apenas suas próprias ideias? É muito estranho que o MPF e a PGR se guie por uma ONG! Que declara não ter vinculação a partidos políticos. Precisa declarar?

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            • T

              Tyrone Carvalho

              ± 1 horas

              Uma democracia não se sustenta sem a liberdade de questionar, de expressar opiniões opostas e tolera-las. O Estado totalitário fica a um passo...

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              • J

                JOSE MESQUITA DE FIGUEIREDO BARBOSA

                ± 1 horas

                A Gazeta do Povo está esquerdando.

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                • F

                  Fabiano

                  ± 3 horas

                  Esgotão Contiudio! Pulando para a próxima...

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