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Lula e Bolsonaro
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) são, neste momento, os principais presidenciáveis para 2022| Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula e Isac Nóbrega/PR

Pesquisa do PoderData, divulgada nesta sexta-feira (29), mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais. O presidente Jair Bolsonaro, pré-candidato à reeleição pelo PL, estava com 36%. A diferença de cinco pontos percentuais entre os dois se manteve, em relação ao levantamento realizado pela empresa na primeira quinzena de abril – tanto Lula quanto Bolsonaro subiram um ponto cada um, uma variação dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais.

Os demais pré-candidatos estão abaixo dos dígitos. Ciro Gomes (PDT) apareceu com 6% das intenções de voto, João Doria (PSDB), com 4%, e o deputado federal André Janones, com 3%. Luciano Bivar, presidente do União Brasil, e a senadora Simone Tebet (MDB), estavam com 1%. Veja os resultados do primeiro turno, com a variação em relação à pesquisa de meados de abril:

  • Lula (PT) - 41% (+1 p.p)
  • Bolsonaro - 36% (+1 p.p)
  • Ciro Gomes - 6% (+1 p.p)
  • João Doria (PSDB) - 4% (+1 p.p)
  • André Janones (Avante) - 3%
  • Simone Tebet (MDB) - 1% (-1 p.p)
  • Eymael (DC) - 0% (-1 p.p)
  • Felipe D'Ávila (Novo) - 0%
  • Leonardo Péricles (UP) - 0%
  • Sofia Manzano (PCB) - 0%
  • Vera Lúcia (PSTU) - 0%
  • Brancos e Nulos - 4% (-3 p.p)
  • Não sabem - 3% (-1 p.p)

Lula x Bolsonaro no segundo turno

O PoderData também consultou os eleitores sobre um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro. A diferença entre ambos é de 9 pontos percentuais, com vantagem para o petista. No fim de março, a diferença era de 12 pontos percentuais. Em relação à primeira quinzena de abril, ambos os pré-candidatos subiram um ponto, ou seja, não houve variação na vantagem do petista.

  • Lula (PT) - 48%
  • Bolsonaro (PL) - 39%
  • Branco/nulo: 10%
  • Não sabe: 3%

Lula lidera no Nordeste e Bolsonaro, no Norte

A pesquisa mostrou ainda o desempenho de Lula e Bolsonaro por região em um cenário de primeiro turno. O petista lidera no Nordeste, com 49% das intenções de voto. Bolsonaro estava em segundo lugar, com 26%. A região é o segunda maior em número de eleitores (39,8 milhões), atrás apenas do Sudeste.

O presidente, por sua vez, tem mais intenções de voto do que qualquer outro candidato no Norte, região com 11, 8 milhões de eleitores. Bolsonaro tem 48% da preferência deste eleitorado, enquanto Lula tem 31%. Nas demais regiões, ambos estão empatados, mesmo que dentro da margem de erro, segundo o PoderData

No Sudeste, ambos estão com 39%. No Sul, Lula tem 41% e Bolsonaro, 38%. No Centro-Oeste, o cenário se inverte: o presidente tem 41% e Lula tem 39%.

Metodologia

O levantamento do instituto PoderData, que contratou a própria pesquisa, ouviu 3 mil eleitores entre os dias 24 e 26 de abril de 2022. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07167/2022. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A margem de erro por região é: 2,7 p.p. para o Sudeste; 4,7 p.p. para o Sul; 6,9 para o Centro-Oeste; 6,4 p.p. para o Norte; e 3,5 p.p. para o Nordeste.

Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais

A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. Você pode conferir os levantamentos mais recentes neste link, além de reportagens sobre o tema.

As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população. Métodos de entrevistas, a composição e o número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar o resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.

Feitos esse apontamentos, a Gazeta considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.

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