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O plano de governo do candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) prevê a saída do Brasil dos Brics e uma aproximação maior com as democracias ocidentais. O documento também estabelece como meta retomar o processo de adesão do país à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A proposta é retirar o Brasil do Brics “de forma diplomática”, mantendo as relações comerciais com os países que integram o grupo. O programa afirma que o país deve rejeitar qualquer orientação do bloco que, na avaliação da campanha, possa comprometer valores constitucionais e democráticos brasileiros.
Além de combinar a saída do Brasil do Brics com a retomada da aproximação com a OCDE, o plano de governo de Zema prevê uma revisão da política comercial do Mercosul. De acordo com o documento, hoje o bloco é uma "união aduaneira que impede os países membros de negociarem sozinhos". A ideia é transformar o bloco em uma zona de livre comércio para permitir que os países-membros avancem em acordos comerciais diretos com outras nações.
A mudança representaria uma alteração na orientação externa adotada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem dado maior espaço à atuação do Brasil no Brics e à articulação com países emergentes.
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Aproximação com a OCDE
Nesse contexto, o plano de governo estabelece a retomada do processo de adesão do Brasil à OCDE. A organização reúne países que adotam padrões comuns em áreas como economia, governança pública, tributação e comércio.
A campanha defende a adoção de reformas institucionais e econômicas necessárias para a entrada do Brasil na organização. Segundo o programa, o objetivo é aumentar a competitividade do país, ampliar o grau de investimento e abrir novos mercados para empresas brasileiras.
A adesão à OCDE envolve uma série de adequações nas políticas públicas e na legislação dos países candidatos. Entre os pontos citados no plano estão mudanças nas regras tributárias, redução de barreiras tarifárias e não tarifárias ao comércio, sustentabilidade das contas públicas e medidas para evitar interferências políticas em empresas estatais.



