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retrospectiva 2013

Retrospectiva do ano na economia

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TOPO

Centenária

Todeschini fechou

Em fevereiro, mais de 300 funcionários da fabricante de alimentos Todeschini, com sede em Curitiba, denunciaram o fechamento da empresa. Dívidas e má gestão levaram a fabricante centenária de massas, biscoitos e bolachas, a sair para o recesso do ano de 2012 para nunca mais voltar.

Império X

A queda de Eike

O ano de 2013 marcou a derrocada do bilionário Eike Batista – que passou a ser "apenas" milionário. O quadro começou a se desenhar ainda em julho, quando a petroleira do grupo EBX, a OGX, informou que poderia parar seu único campo de petróleo em produção, o de Tubarão Azul, na bacia de Campos. Em outubro, após confirmações de não produção e uma reviravolta no mercado de ações por causa das falhas de credibilidade dos informes do Império X, a petroleira protocolou seu pedido de recuperação judicial, o maior já feito na América Latina, com dívidas de R$ 11,2 bilhões. No mês seguinte foi a vez da OSX, empresa naval do empresário que tinha vários negócios com a irmã OGX, fazer o mesmo, com um débito total de R$ 4,5 bilhões. Os pedidos de ambas foram aceitos pela Justiça do Rio de Janeiro. Para não se contaminarem, outras duas empresas de Eike foram vendidas e mudaram de nome em 2013.

Tecnologia

iPhones "baratos"

Em setembro de 2013, a Apple lançou, pela primeira vez, dois modelos de iPhone de forma simultânea, sendo um deles bem mais "popular": o iPhone 5S, que sucedeu o iPhone 5, e o iPhone 5C, com carcaça de plástico e configuração inferior, mas mais barato.

Combustíveis

Triunfo da Petrobras

Em novembro deste ano, a Petrobras conseguiu aprovar uma política de preços que aumentou em 4% o preço da gasolina, e 8% o do diesel, nas refinarias. Na semana posterior ao ajuste, a gasolina ficou, em média, 2,86% mais cara nas bombas.

Representatividade

Brasil na OMC

Em maio, o brasileiro Roberto Azevêdo foi eleito para comandar a Organização Mundial do Comércio. Em dezembro, recuperou a credibilidade da entidade ao firmar o primeiro acordo global em 20 anos, na Indonésia, com potencial de US$ 1 trilhão.

Pré-sal

O leilão de Libra

O maior campo de petróleo já descoberto no Brasil, Libra, na bacia de Santos, foi vendido em outubro por um bônus de R$ 15 bilhões e a devolução de 41,65% do petróleo a ser produzido. O consórcio vencedor teve Petrobras e outras quatros petroleiras internacionais.

Câmbio

Para conter o dólar

No primeiro semestre de 2013, o dólar acumulou alta de 19% sobre o real. Para conter esse movimento, o Banco Central lançou em agosto um programa diário de leilões da moeda. A promessa é fechar o ano com US$ 54,5 bilhões movimentados pela medida.

Paranaguá

Porto no aguardo

Neste ano uma consulta pública e uma audiência foram feitas pela Antaq e pela Secretaria dos Portos (SEP) para discutir o novo plano de arrendamentos do porto, que pode resultar em mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados. Empresários e operadores juntaram-se na defesa do planejamento estadual para o terminal – que propõe 20 novas áreas – e contra a proposta federal – que concentra as licitações em 10 e, segundo eles, favorece as multinacionais e não as cooperativas e médias empresas do estado. Até agora nem Antaq nem SEP apresentaram a proposta final para o segundo maior porto do país.

Agronegócio

Recordes e entraves

Em mais um ano de recordes, o agronegócio brasileiro viveu duras dificuldades para escoar sua produção. As montanhas de milho ao ar livre, sem local para armazenamento no Mato Grosso, em julho, foram o retrato disso. No mesmo ano, a neve que alegrou Curitiba também gerou as geadas que destruíram lavouras inteiras de milho, café, trigo e cana-de-açúcar no Centro-Oeste, Sul e Sudeste brasileiros.

Audi-Volks

O retorno das alemãs

Em setembro, a montadora alemã Audi assinou a sua volta ao Paraná. Com a promessa de investir mais de R$ 500 milhões até setembro de 2015 e gerar 500 empregos diretos, a fabricante voltou à mesma planta de São José dos Pinhais que compartilhou com a Volkswagen no início dos anos 2000. A Volks oficializou mais investimentos – na ordem de R$ 600 milhões – na mesma unidade no mês seguinte. Assim como na era Lerner, mas em tempos de Lei de Acesso à Informação, o governador Beto Richa não revelou que vantagens fiscais as duas montadoras ganharam em troca dos investimentos.

Juros

O fim da alegria

A pressão inflacionária e o fraco crescimento da economia levaram o Banco Central a interromper o ciclo de baixos juros básicos, iniciado em julho de 2011. De lá até a última reunião de 2013 da entidade, em novembro, a Selic passou de 7,25% para 10%. O movimento ajudou a inflar, novamente, as taxas praticadas pelos bancos e instituições financeiras em geral nos empréstimos a pessoas físicas e jurídicas. Para 2014, a perspectiva é de que as altas da Selic continuem até chegar aos 12% ao ano. As principais explicações para isso são a inflação, que apesar da alta das Selic ainda não cedeu como o esperado; a tentativa do BC de recuperar a credibilidade em relação ao regime de metas; e uma mudança de cenário global, com a recuperação dos Estados Unidos.

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