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Gazeta do Povo -- A crise do Paraná teve origem na época do Miranda?

Aquilino Romani, presidente do Paraná -- O grande pecado do Paraná foi cair para a Segunda Divisão. Nós tínhamos verba de R$ 500 mil e caiu para R$ 80 mil. E naquela época teve toda aquela polêmica com o Miranda, que quis segurar o Gílson Kleina. Perdemos quase nove jogos seguidos e caímos para a Segunda Divisão.

Daí o Aurival assumiu e vendeu o Pimpão, o Giuliano, que deram sustentação. Teve o dinheiro do grupo de investimento, do qual fiz parte. Foi criticado, mas foi tão bom para o clube. O grupo de investimento deixou esse dinheiro para o Paraná para ser ressarcido quando o clube voltasse para a Primeira Divisão. Não aconteceu e quando chegou na metade do segundo ano o dinheiro acabou. E vieram muitas contratações... Aí ficou todo esse problema quando assumimos... isso atrapalhou e muito.

O torcedor está devendo, o que precisa fazer para voltar a ser o que foi ao Parana?

Torcedor não está devendo. Nunca passamos dos dois mil sócios torcedores e antes da Copa do Mundo estávamos com 3 mil, 3,8 mil sócios torcedores. Quem está devendo é a diretoria. Nós precisamos dar mais estrutura ao nosso torcedor. Tem trabalho para cobrir e colocar cadeiras na Vila Capanema. Estamos montando toda uma estrutura para conseguirmos 10 mil sócios. Mas o futebol é assim, o time está bem dentro de campo o torcedor vem. E nós não conseguimos fazer isso. Então é a diretoria que está devendo para o torcedor.

O quanto compromete o fato de pessoas estarem colocando dinheiro do próprio bolso no clube? Afinal, depois elas terão de ser pagas...

Falta de dinheiro compromete qualquer coisa. Quando se busca dinheiro para apagar incêndio, claro que compromete. Mas como disse antes, acabamos com déficit bem menor do que os dois anos anteriores. Em 2011 vamos por um caminho diferente e queremos chegar ao final do ano na Primeira Divisão.

No começo da entrevista o senhor disse que usou seu nome como pessoa física e isso não é bom...

Eu disse que a imprensa usou meu nome... Meu nome foi jogado sempre me colocando a responsabilidade (da situação do clube). E é ruim no mercado, pois sou um cara correto. Não sou picareta, ou o que falaram por aí, que dei calote. Gostaria que quem falou isso sentasse atrás da mesa e saísse em banco para buscar dinheiro para pagar atletas. Que haja mais respeito a partir de agora.

A volta do Vavá ao clube foi boato recente. Tem alguma verdade nisto?

O Vavá é meu amigo, é meu vizinho. Em nenhum momento falei com ele para que voltasse ao futebol do Paraná. O que falei um dia para o Vavá é que se ele não pudesse me ajudar, que não me atrapalhasse. Acho que esse boato foi uma maldade para criar um mal estar.

Presidente Paraná

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