O assistente paranaense Roberto Braatz pediu desculpas ao atacante Martín Palermo por ter errado ao anular um gol do jogador na partida em que o Boca Juniors venceu o Deportivo Cuenca por 1 a 0, pela Copa Libertadores, na terça-feira. "Não pude dormir pelo meu equívoco", disse Roberto Braatz, em entrevista ao diário esportivo Olé, da Argentina. Foi um grande cabeceio; se pudesse voltaria tudo. Uma pena", lamentou.

O erro de Braatz impediu que Palermo marcasse seu primeiro gol após ficar seis meses parado por conta de uma grave lesão que o deixou seis meses sem atuar. Maior artilheiro da história do Boca Juniors, o centroavante já anotou 194 gols.

Palermo entrou em campo aos 18 minutos do segundo tempo. Pouco depois, marcou de cabeça após cruzamento na área. No entanto, Braatz anulou, por considerar que o jogador estava impedido. A decisão foi referendada por Paulo César de Oliveira.

"Foi tudo muito rápido, como é o futebol, e às vezes é difícil", disse Braatz. "Peço desculpas para Palermo, lhe peço perdão. Por mais difícil que seja a jogada, não me posso equivocar e me saí mal. Não pude dormir, já estou em minha casa e ainda não fechei os olhos", completou.

Braatz garantiu que "sou um assistente que nunca me apresso. Mas bem, já foi, o erro está feito e eu não me perdoo quando cometo erros. Se fosse jogador, isto seria como perder um pênalti, um gol sozinho de frente para o goleiro. Não fico tranquilo porque sempre busco a perfeição. Inclusive até estive discutindo com minha família, que me perguntou o que havia acontecido", finalizou.

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