A única diferença do Atlético que salvou-se da queda à Série B no fim de 2008 para o time que lidera o Paranaense, mesmo sem ainda ter convencido, é a ausência do volante Alan Bahia. Versátil, o antigo camisa 7 foi embora para o Vissel Kobe, do Japão, e não deixou para o técnico Geninho ninguém que exerça a função que o fez destaque.

Atualmente, o meio-de-campo rubro-negro vem sendo formado só com Valencia na proteção à defesa. Os meias Marcinho e Ferreira estão se desdobrando para complementar a pegada no setor, mas não têm essa característica.

O paraguaio Júlio dos Santos foi titular da função até a quinta rodada do Estadual, mas também não satisfez totalmente. Outras opções, como Jairo, Zé Antônio e Renan, são basicamente marcadores e dificilmente encaixariam-se no estilo multifuncional de Alan Bahia – apesar de cabeça de área, foi artilheiro do Furacão com 10 gols no Nacional do ano passado.

O clube tentou repatriar Claiton, do japonês Consadole Sapporo, para substituir Bahia, mas por motivos financeiros a transação ficou só para o meio do ano. Como os vice-campeões da Copa São Paulo, Willian e Fransérgio, estão de férias até o dia 25 – e mesmo que estivessem à disposição, o aproveitamento deles por ora é incerto –, a escalação do segundo jogador do meio para o clássico contra o Paraná, domingo, na Arena, ainda é mistério.

"Já tinha um conhecimento maior desse grupo jogando com dois volantes e agora estamos testando com só um", avalia Geninho, que deve estender a fase de observações na equipe até o confronto com o Iguaçu, na próxima quarta-feira, mesmo com as cobranças pelos três gols sofridos nos empates com Toledo e Nacional.

Entre os jogadores, entretanto, não há dúvidas de que a adaptação ao novo esquema ainda não ocorreu. Ataque, meio-de-campo e defesa veem problemas.

"Muda um pouco, e nesse último jogo (2 a 2 com o Nacional) foi complicado", avaliou o centroavante Lima. "Realmente essa função é diferente do que já fiz. Só tenho de agradecer ao Ferreira, que está me ajudando muito", revela Marcinho. "É um esquema novo e que demora um pouco para pegar", minimiza o capitão Antônio Carlos.

Pagamento

O Atlético recebeu ontem a primeira de três parcelas pelo empréstimo do atacante Pedro Oldoni ao Real Valladolid, da Espanha. O valor recebido foi de 60 mil euros (R$ 174.038,55), segundo informou o clube em seu site oficial.

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