
Uma maratona tem 42 quilômetros. Cumprir a distância seduziu por nove anos o curitibano Raphael Bonatto, 29 anos. Há dois completou pela primeira vez uma prova cinco vezes mais longa: os 217 km de uma ultramaratona.
Além do desgaste muscular da corrida, ele enfrenta condições climáticas adversas. Na Arrowhead, carrega um trenó de 15 quilos no gelo, sob temperaturas de -40°C. Na Badwater, o oposto: correu sob o calor de 55°C da Califórnia, em um trajeto de subida.
Em novembro, saiu de Foz do Iguaçu e correu 637 km em sete dias para chegar em Curitiba e disputar a maratona da cidade. O desafio chamou a atenção de patrocinadores. Com gasto anual de R$ 100 mil na preparação e na disputa das ultramaratonas, estima que hoje tem uma receita anual de R$ 160 mil com o esporte.O treinamento diário inclui sessões de fisioterapia, alongamento, spinning, musculação e horas de corrida. A motivação para vencer o cansaço durante as provas está dentro da camiseta: a foto da filha Giovana, 2 anos. "Corro por ela. Não é o corpo que me leva. A mente faz a maior parte, 80% do processo", conta.







