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| Foto: Michael Dalder / Reuters

Pela manhã, Usain Bolt manteve a fisionomia séria. À tarde, ele não aguentou. Na apresentação de sua bateria nas quartas de final dos 100m rasos no Mundial de Berlim, o jamaicano abriu o sorriso e brincou com a câmera. Após a largada, nada mudou. Bolt correu sorrindo para o companheiro de treino Daniel Bailey, de Antigua e Barbuda, que estava na raia ao lado. Mesmo assim, avançou para as semifinais com 10s09, quinto melhor tempo no geral. O fenômeno volta às pistas neste domingo e promete um confronto eletrizante com Asafa Powell e Tyson Gay. O mais rápido das quartas de final foi o também jamaicano Asafa Powell, com 9s95 na terceira bateria. Na etapa seguinte, o americano Tyson Gay fez 9s98. Os dois são os maiores desafiantes de Bolt para a semi e a final de domingo no Estádio Olímpico. O terceiro mais veloz foi o americano Michael Rodgers, que liderou a segunda bateria com 10s01. O quarto melhor foi Bailey, que correu sorrindo para Bolt e cravou 10s02 na última parcial.

Com as quartas de final divididas em cinco baterias, classificavam-se os três primeiros de cada e o dono do melhor tempo entre os que chegaram em quarto lugar. Na abertura da disputa, quem liderou foi o britânico Dwain Chambers (10s04), seguido por Richard Thompson de Trinidad e Tobago (10s08) e Martial Mbandjock, da França (10s22).

A segunda bateria teve o drama de duas desclassificações. O americano Michael Rodgers foi o primeiro a queimar a largada, mas a regra que elimina na primeira queimada só passa a valer a partir de 2010. Azar do francês Christophe Lemaitre e do colombiano Daniel Grueso, que saíram antes da hora na segunda largada e foram eliminados. Lemairtre levou as mãos à cabeça e parecia não acreditar no erro. Rodgers, desta vez com uma largada perfeita, fez o melhor tempo, com 10s01, seguido pelo britânico Tyrone Edgar (10s12) e pelo japonês Naoki Tsukahara (10s15). Gerald Phiri, da Zâmbia, também se classificou como o melhor quarto (10s16).

Na terceira bateria, surgiu Asafa Powell. O jamaicano tinha decepcionado nas eliminatórias, com o 31º melhor tempo. À tarde, ele largou muito bem e se deu ao luxo de relaxar nos últimos 20 metros para cravar a melhor marca das quartas de final: 9s95. Em seguida, vieram o americano Darvis Patton (10s05) e Marc Burns, de Trinidad (10s12).

Tyson Gay liderou a parcial seguinte, com 9s98. O jamaicano Michael Frater passou tranquilo com 10s09, e o norueguês Jaysuma Saidy Ndure também garantiu a vaga com 10s16.

Àquela altura, mesmo após as performances de Asafa e Gay, a torcida no Estádio Olímpico aguardava ansiosa a chegada de Usain Bolt. E o homem mais rápido do mundo entrou na pista sorrindo, acenando para as arquibancadas e para as câmeras. Quando largou, Bolt disparou ao lado de Daniel Bailey, seu companheiro de treino. Após a metade da prova, os dois perceberam que lideravam com folga e relaxaram. Começaram a rir, olhando um para o outro, e cruzaram a linha de chegada praticamente juntos. Bailey ficou com o melhor tempo da bateria (10s02), seguido por Bolt (10s03) e, bem mais atrás, o americano Monzavous Edwards (10s15).

Os astros da prova mais nobre do atletismo voltam à pista no domingo à tarde para as semifinais e a grande final dos 100m rasos.

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