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Paralimpíada

Brasil consegue pódio triplo nos 100 m para cegas

Terezinha Guilhermina, Jerusa Santos e Jhulia Karol ganharam, respectivamente, ouro, prata e bronze na prova. O feito é inédito para o país

  • Adriano Ribeiro
Jeruza Santos, Jhulia Karol e Terezinha Guilhermina comemoram com os guias o pódio triplo do Brasil nos 100 |
Jeruza Santos, Jhulia Karol e Terezinha Guilhermina comemoram com os guias o pódio triplo do Brasil nos 100
 
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Londres - Nos 200 m feminino para atletas cegas bateu na trave, mas nos 100 m não teve jeito. O Brasil conseguiu pela primeira vez na história das Paralimpíadas um pódio triplo. Terezinha Guilhermina conquistou o ouro e foi seguida por Jerusa Santos, medalhista de prata, e Jhulia Karol, bronze.

No pódio, as brasileiras levantaram o público no Estádio Olímpico de Londres. Jerusa e Jhulia foram carregadas no colo pelos seus guias até o local em que receberam a premiação. Já Terezinha e seu guia Guilherme Santana preferiram entrar dançando uma espécie de “valsa da vitória”.

A segunda conquista dourada de Terezinha veio com recorde mundial: 12s01. “Essa era uma prova que não consegui ganhar em Pequim. Agora venci e fiz a melhor marca do mundo. É um presente muito especial”, disse a campeã, que chorou muito no momento da execução do Hino Nacional.

A conquista foi significante também para outras medalhistas brasileiras. Jerusa Santos teve de correr com um guia reserva, pois seu marido Luiz Barbosa – auxiliar titular – teve uma lesão muscular na véspera da final.

Já Jhulia Karol, a caçula do trio, com 20 anos, conseguiu se livrar da frustração de ter perdido a medalha de bronze na prova dos 200 m. Naquela ocasião, durante cerca de uma hora e meia ela foi confirmada como dona do bronze, mas a organização cancelou a desclassificação da chinesa Jia Juntingxian e tirou a paraense do pódio.

“Aquela medalha era minha e foi arrancada. Por isso, busquei ainda com mais vontade nos 100 m”, declarou Jhulia que, desta vez, deixou a asiática em quarto lugar. “Depois dessa chinesa ficar na nossa cola, agora não deu para ela. É muito bom ter só brasileiras no pódio”, comemorou Jerusa.

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