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Atentado

Brasileiro naturalizado togolês se mostra aliviado por escapar de atentado

Hamilton, volante que disputou o último Brasileirão pelo Sport, abriu mão da convocação à Copa Africana de Nações para ficar com a família

Um brasileiro escapou do atentado sofrido pela seleção de Togo, na última sexta-feira, na província de Cabinda, quando o ônibus que transportava a delegação chegava em Angola, país onde será realizada a Copa Africana de Nações. Hamilton, que disputou o último Campeonato Brasileiro pelo Sport, preferiu abrir mão da convocação para passar férias e as festas de fim de ano com a sua família, em Sergipe. O volante, na época com 23 anos, se destacou no Campeonato Sergipano de 2003 e rumou para Togo, onde ficou três meses. Neste período, o jogador foi naturalizado e convocado diversas vezes para a seleção togolesa.

"Fiquei surprese com o que aconteceu. Poderia estar lá, ao mesmo tempo estar morto. Graças a Deus eu não fui, mas também fiquei muito chocado com a situação dos companheiros que estão lá. Agora é pedir ajuda, que tudo se recupere o mais rápido possível e os jogadores possam voltar a jogar em seus clubes", disse.

A Copa Africana de Nações começa neste domingo. Após anunciar que desistiria de disputar o torneio, a seleção de Togo voltou atrás e confirmou a participação. Três pessoas morreram: o motorista do ônibus, o assessor de imprensa e o assistente-técnico da seleção togolesa. O goleiro reserva de Togo Kodjovi Obilalé, atingido por dois tiros, está em estado grave, porém estável.

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