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Roberto Cavalo abriu os trabalhos  na Vila Capanema com uma oração. Comissão técnica, dirigentes e jogadores deram as mãos para iniciar uma nova fase no clube | Daniel Castelano/ Gazeta do Povo
Roberto Cavalo abriu os trabalhos na Vila Capanema com uma oração. Comissão técnica, dirigentes e jogadores deram as mãos para iniciar uma nova fase no clube| Foto: Daniel Castelano/ Gazeta do Povo

Pressão de organizada faz diretoria recuar

Para ajudar a equipe na partida contra o Icasa, sábado, na Vila Capanema, a diretoria tricolor havia anunciado ontem duas promoções. Na primeira, mantida para o jogo de sábado, cada sócio-torcedor terá direito a adquirir mais cinco ingressos no seu setor ao preço de R$ 10 cada. Na segunda, anunciada no início da tarde, mas barrada na sequência, a área destinada à torcida do Icasa, que confirmou que não enviará ninguém para a partida, seria destinada à torcida tricolor ao preço de R$ 5 cada ingresso. No total, seriam 2 mil bilhetes neste preço para a torcida paranista assistir ao jogo na área reservada ao adversário. A alteração desta promoção teria sido por pressão da organizada Fúria Independente, que não teria concordado com o barateamento do ingresso. A facção recebe bilhetes da diretoria e os revende. O desconto afetaria então a receita da organizada.

Mais do que a parte técnica e tática, o novo técnico do Paraná, Roberto Cavalo, percebeu que terá que trabalhar bastante o lado psicológico da equipe para se afastar da zona de rebaixamento da Série B – a equipe está apenas quatro pontos acima do Brasiliense, a primeira na área de degola.

Apresentado ao grupo no treino de ontem à tarde, na Vila Capanema, a impressão de Cavalo é de que os jogadores estão bastante sentidos pelos maus resultados das últimas partidas, principalmente após a derrota por goleada de 6 a 1 contra a Portuguesa, semana passada.

"Na primeira conversa achei o grupo bastante abatido. Disse ‘boa tarde’ e ouvi uma resposta baixinha. Tive que dizer boa tarde três vezes para ouvi-los", ilustra o treinador o grau de ânimo com que assume a equipe.

No bate-papo de quase meia hora no centro do campo antes do treino coletivo – na qual também estavam o diretor de futebol, Guto de Melo, e o novo diretor do clube, o assessor de futebol Paulo César Silva –, Cavalo começou um trabalho motivacional para animar o grupo.

Lembrou aos jogadores que eles já estiveram na parte de cima da tabela (antes da parada da Copa o Tricolor chegou a liderar a competição) e que, por isso, tinham condições de tirar o time dessa situação incômoda.

Ele também pediu para que cada atleta fizesse uma autoavaliação para tentar ver onde não estaria rendendo.

Após a resenha, Cavalo puxou uma oração com todos os jogadores no gramado de mãos dadas em círculo.

"Depois dessa conversa, a coisa mudou. Senti mais disposição deles no coletivo. Eles perceberam que é o momento da arrancada", avalia o treinador.

Para o volante Chicão, a primeira impressão do novo comandante foi boa. No bate-papo com o grupo, aponta Chicão, Cavalo enfatizou que no ano passado também assumiu a equipe numa fase ruim e que mesmo assim obteve um bom rendimento – foram dez partidas invictas em 15 jogos.

"Ele passou confiança para a gente e já nesse treino deu para perceber que o ânimo mudou. Mas a maior mudança tem que vir de dentro de campo, de nós mesmos", argumenta o volante tricolor.

No treino, comandado pelo auxiliar Ageu, em que Cavalo apenas observou, o novo treinador mudou o time do 3-5-2 para o 4-4-2. Segundo o técnico, só no coletivo de quinta-feira ele irá definir se mantém o sistema antigo ou adota o novo.

"Percebi que o time tem boa qualidade técnica, mas falta pegada. A marcação está um pouco frouxa", avaliou o técnico no primeiro contato com o time.

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