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O futebol brasileiro perdeu bastante e com constância o brilho técnico que encantou o mundo. Nossos dois primeiros títulos mundiais – 1958 na Suécia e 1962 no Chile – colocaram no estrelato jogadores extraordinários como Pelé, Garrincha, Didi, Zito, Nilton Santos, Gilmar, Djalma Santos, Amarildo, Vavá e outros mais que com arte e talento fizeram escorrer lágrimas de alegria nas faces de brasileiros que tinham o futebol como fonte de alegria. O futebol não era dirigido por farsantes. No comando da seleção bicampeã do mundo a presença respeitada do Marechal da Vitória, Paulo Machado de Carvalho, um dos líderes da comunicação moderna que surgia no Brasil, com o fortalecimento da televisão.

Faz poucos dias fui convidado por um grupo de jovens para falar e principalmente responder perguntas sobre a situação atual do futebol brasileiro, estabelecer comparações e identificar novas realidades. Hoje – ao contrário de anos passados – os clubes deixaram de ser fonte de paixão popular para se transformar em negócio com fundamentos financeiros. Muitos clubes endividados e seus dirigentes embolsando dinheiro através de transações mal explicadas. Estão no exterior jogadores cujos nomes surpreendem quando lembrados ou citados como referência por aqui. Garotos que sequer aparecem na cena brasileira são vendidos às escondidas para engordar os ganhos de agentes e dirigentes que se aproveitam do futebol para enriquecer. Os estádios cada vez mais vazios atestam que os torcedores percebem a malandragem que ofusca a beleza do mais emocionante esporte popular que já produzimos. Em São Paulo, o mais pujante estado do país, vários clubes estão mudando de endereço. O que estava em Barueri agora está em Presidente Prudente e quem está em São Caetano pode mudar de domicilio meio logo. Clubes sem identidade e sem rumo afetivo. Gente que topa tudo por dinheiro.

Brasília, uma tragédia pela incompetência oficial e corrupção institucional, não tem futebol de qualidade, mas está construindo um estádio que vai engolir R$1 bilhão, dinheiro que sai dos bolsos dos explorados contribuintes.

Para não ficar tão feio já há um movimento para adotar o Botafogo do Rio como clube do Distrito Federal. O futebol virou um negócio brutalizado, verdadeiras cavernas que escondem malandros. É o mesmo que casamento por interesse financeiro.

Post scriptum

Em outro contexto está o Internacional que mais uma vez disputa o título mundial. Raros clubes brasileiros, pouquíssimos, têm o peso representado pelos colorados gaúchos.

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