• Carregando...
Ademir Alcântara é perseguido pela marcação | Arquivo/GRPCOM
Ademir Alcântara é perseguido pela marcação| Foto: Arquivo/GRPCOM
  • O zagueiro Zambiasi chega firme no lance

Era o ano de 1996 e Coritiba e Jandaia jogariam no Couto Pereira, num domingo de abril. Tinha tudo para ser apenas mais um daqueles sapecas aplicados por um gigante da capital diante de um nanico do interior pelo Paranaense. Pois foi exatamente o que aconteceu. Agora, com um detalhe. Nada disso teria sido possível – ou teria, sei lá – sem a interferência do árbitro. Aliás, pano rápido para uma teoria que tenho sobre arbitragem. Nada polêmica, óbvia até.

O antigo "juiz", ou o mais obsoleto ainda "homem de preto", invariavelmente era aquele piazão ruim de bola e fraco de mentalidade, sempre o último a ser escolhido na pelada. Tamanha frustração retesada na infância encontra escape soprando o apito e esculhambando as partidas. Não sei se Evandro Rogério Roman era pereba quando guri lá em Erval Grande, mas o confronto daquela tarde o hoje ex-árbitro estragou a tal ponto que até o Coxa, beneficiado pela "obra", classificou tudo como uma tremenda barbaridade.

Vamos ao jogo e vocês vão perceber. Onze minutos de bola rolando e Macalé, que não era aquele, fugiu no costado de Jorge Antônio, cruzou e Joãozinho Paulista arrematou sem chance para Anselmo, o momesco arqueiro alviverde: 1 a 0 para o Jandaia.

Aos 35 o Verdão empatou. Jorge Antônio se redimiu, cruzando para Ademir Alcântara desbastar o capim da meta de Émerson. A partir daí, Roman entrou em ação aplicando cartões amarelos e vermelhos freneticamente, como um macaco atirando de metralhadora. Ao todo, cinco atletas foram expulsos – Gralak, aquele, pelo Coxa; Joãozinho Paulista, Alex, Fábio Miguel e Paulo César, pelo Jandaia. Claro que a peleja acabou completamente contaminada pelo arroubo de protagonista do apitador.

Nesse meio tempo, rolaram cinco gols. Aos 16, já no segundo tempo, Zambiasi, aquele, zagueiro-zagueiro, pôs os donos da casa na frente: 2 a 1. Nem 10 minutos mais tarde, Edmílson deixou tudo igual, cobrando "pênalte" – o pênalti no Paraná. A igualdade não durou nada. Alex, então uma promessa de craque, fez 3 a 2. Já seria o suficiente, mas Pachequinho transformou a peleja em goleada ao marcar o quarto e o quinto: 5 a 2. E poderia ser mais, não tivesse César, do Jandaia, sofrido um "mal súbito" que deixou os interioranos com seis atletas e forçou o constrangedor apito final.

Dê sua opiniãoO que você achou da coluna de hoje? Deixe seu comentário e participe do debate.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]