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Apito jabuticaba

  • PorCarneiro Neto
  • 20/08/2015 19:42

“Do pau torto que é a humanidade nunca se fez nada reto”. Assim falava o filósofo alemão Immanuel Kant. Nem sistema moral, nem regime político, nem ordenação social ou relações de trabalho – nada, apud Kant, que façam os homens entre si mesmos pode ser reto, simples, perfeito.

O pensador alemão foi talvez o maior e mais rigoroso dos moralistas, e sem dúvida sabia do que estava falando. Mas, se a humanidade é pau torto torcido, com o qual não se pode fazer nem sequer uma boa bengala, parece quando menos supérfluo e redundante o labor dos tantos que hoje se esforçam para torcê-lo e entortá-lo ainda mais em nome da religião, da ideologia, da política, do racismo, etc.

É o caso dos brasileiros sob o império de seus políticos e governantes. Trata-se de madeira um tanto misturada e de duvidosa consistência macunaímica, mas certamente menos torta, menos conflituosa e dura de lavrar do que boa parte daquela que se pode encontrar em pontos do ecúmeno, desde o Oriente Médio até a África.

Terra de paz, mas de grandes questões para se resolver, o Brasil tem no futebol uma de suas válvulas de escape para diminuir a tensão.

Nada como uma bem disputada partida de futebol
para distrair e relaxar o brasileiro que ainda preserva no inconsciente a doce ilusão do melhor time do planeta. Há algum tempo a nossa seleção deixou de sê-lo, mas todos acreditam que um dia voltará a conquistar o título mundial.

Porém, as confusas arbitragens têm tirado muita gente do sério e provocado acalorados debates entre dirigentes, analistas e torcedores.

Nunca foi fácil apitar jogos de um esporte de intenso e constante contato físico entre os atletas. As regras são claras, entretanto o que tem contribuído para a discórdia são as interpretações.

Esta em voga a discussão em torno da penalidade máxima. A orientação repassada aos árbitros é, no mínimo, confusa e nada inteligente. Ninguém sabe avaliar se o jogador que comete a infração dentro da grande área o fez de maneira imprudente, temerária ou com uso de força excessiva.

Quem mede ? Quem decide ? O árbitro e, agora, também os auxiliares de linha, que se comunicam imediatamente através de aparelhos eletrônicos. Mas nenhum deles está autorizado a tirar a dúvida, consultando as imagens das “n” câmeras disponíveis hoje em dia. E ponto final.

Ou seja, os prejuízos para os times só tem aumentado e consequentemente o volume de protestos e reclamações.

Os árbitros estão expostos e os jogadores estão assustados. Criou-se um estilo de arbitragem que, como a jabuticaba, só em existe em território nacional. Com a diferença de que a jabuticaba é uma fruta deliciosa.

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