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Frustração e tristeza. É praticamente com isso que o torcedor paranaense convive há algum tempo.

Por mais obras que se realizem – como aconteceu de maneira intensa com o Atlético nos últimos anos –, de promessas feitas, de tentativas de formar times competitivos e de esperanças renovadas a realidade é que o futebol paranaense não consegue decolar.

Claro que, como analista preocupado em ser justo na crítica, admito que, em algumas oportunidades, foram os caprichos do futebol os nossos carrascos.

Como na tentativa do bicampeonato brasileiro do Atlético, em 2004, no desastre de Erexim; e, na final da Libertadores, após o complô armado pela Conmebol, CBF e São Paulo para impedir o jogo na Arena da Baixada.

Os títulos perdidos pelo Coritiba nas finais com Vasco e Palmeiras, pela Copa do Brasil, foram produto da inexperiência e de falhas individuais. Do mesmo jeito que o Atlético não conseguiu controlar os nervos na decisão do mesmo torneio com o Flamengo.

Nessas três derrotas ficamos com as mãos abanando e com a consciência de que perdemos para nós mesmos.

O fato é que o futebol paranaense não consegue destaque no cenário nacional.

Aí está o Paraná há muito tempo patinando na Série B, o Londrina só retornou nesta temporada e os nossos representantes na Série D fracassaram. Apenas o J. Malucelli ainda sobrevive na competição.

Mas o grande drama é o da dupla Atletiba. As coisas simplesmente não acontecem.

Quando se espera que o Coxa reaja e consiga sair da zona de rebaixamento, joga bem e perde. Há quatro anos o time convive com esse incômodo.

Sem ameaças semelhantes, porém sem emitir sinais de segurança para uma campanha mais eficiente, o Furacão enfrenta dois fenômenos curiosos: a instabilidade técnica da equipe e o afastamento do próprio sócio da Arena da Baixada.

Quanto à equipe, talvez com as contratações em andamento e algumas correções de rumo por parte de Paulo Autuori as coisas melhorem. Entretanto, no que diz respeito à divisão política do clube, o panorama é cinzento.

Se o clube informa que possui 22 mil sócios e pouco mais da metade tem comparecido aos jogos, mesmo depois de uma goleada de 3 a 0 sobre o Cruzeiro, no Mineirão, algo está errado.

Num passado recente, a primeira Arena vivia cheia e, principalmente, havia confraternização e alegria no ar.

Hoje em dia, além da ausência de milhares de torcedores ou associados, observa-se um clima tenso entre os atleticanos.

Passa a impressão de que o rancor sobrepujou a paixão pelo clube. E vejam que não estou tratando do rompimento da diretoria com uma torcida organizada, os históricos Fanáticos. Essa é outra história.

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