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O equilíbrio técnico do atual futebol brasileiro tem provocado os analistas aos mais variados tipos de exames e avaliações.

Já li e ouvi um pouco de tudo, mas o que vale mesmo é o que assisti ao longo do campeonato. De uma forma geral, o nível técnico é baixo por uma razão óbvia: o êxodo dos melhores jogadores.

Basta sintonizar os canais que transmitem jogos dos campeonatos europeus para matar a saudade dos nossos craques. Por aqui, algumas poucas revelações, diversos veteranos que ainda conseguem fazer a diferença e a maioria que não conseguiu visar o passaporte para jogar no exterior.

Sendo assim, a temporada segue com altos e baixos, mas bastante animada, já que, pouco a pouco, vai se constatando que não são tão acentuadas as diferenças técnicas entre as equipes que correm atrás do titulo com as que lutam contra o rebaixamento. As semelhanças são maiores do que se imaginava.

Não se surpreendam com novas zebras na próxima rodada, afinal, clubes tradicionais como Botafogo e Fluminense não vão se entregar com facilidade. Antes, pelo contrário, ambos demonstram grande vigor na tentativa de superar as limitações técnicas e o Flu­­minense encorpou-se com o retorno de Fred e o melhor ajuste da defesa promovido pelo técnico Cuca.

O Botafogo sobrevive na base da chamada bola parada, mas isso não é feio, pois os principais candidatos ao título – São Paulo e Palmeiras – têm marcado a maioria dos gols exatamente com o mesmo artifício.

Perfil

Os demais candidatos ao título apresentam perfis bem marcantes, com destaque ao Atlético Mineiro, que vive em torno dos gols de Diego Tardelli tanto quanto o Flamengo respira no ritmo de Adriano. Tem sido assim com o Corinthians que, sem Ronaldo, dificilmente teria conquistado os títulos do primeiro semestre.

O Internacional paga o preço do excessivo número de jogadores contratados e vendidos durante a competição, enquanto o Cruzeiro perdeu o fio da meada com a derrota em casa na final da Libertadores e agravou o problema com o inconsequente gesto do atacante Kléber – a sua maior aposta na temporada –, que visitou o Palmeiras na véspera do jogo e queimou o filme com a torcida mineira.

O Goiás investiu no veterano Fernandão e caiu de produção porque o jovem Felipe foi sacado do time no auge da carreira. Foi mais ou menos como aconteceu com o Atlético, que, ao afastar Rafael Moura, tentou resolver com Alex Mineiro. Até agora o ataque simplesmente não funciona.

Menos mal para o Coritiba, que conta com o experiente Marcelinho Paraíba em grande forma, assim como o Santos só não se encontra na zona do rebaixamento graças ao trabalho e a personalidade do técnico Vanderlei Luxemburgo.

Grêmio, Avaí, Vitória e Ba­­rue­­ri realizam campanhas de manutenção, com destaque a Silas, técnico revelação.

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