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O futebol paranaense conseguiu notoriedade a partir dos anos 70, quando o Coritiba foi campeão do Torneio do Povo e o Londrina surpreendeu a todos no Brasileirão de 77, ficando entre os quatro melhores da competição. Em 79, o Cori­tiba terminou em terceiro, ficando no ano seguinte em quarto lugar. Em 83 foi a vez de o Atlético ser o terceiro melhor.

Dois anos depois, o Coxa saiu do Maracanã consagrado como o primeiro campeão brasileiro do estado do Paraná, da Pri­meira Divisão, ao vencer o Bangu.

A partir dessa conquista, ao invés de crescer, nossas equipes não tiveram estrutura para, pelo me­nos, manter o que haviam conquistado.

Quem perdeu a chance de dar um salto de qualidade foi o Paraná Clube, que ganhou diversos títulos, nos anos 90, nos campeonatos regionais, e não aproveitou esse quadro de sucesso para se impor de vez como equipe de prestígio na­­cional.

Quando disputava a Primeira Divisão, o Tricolor ficou limitado nas boas campanhas estaduais e jamais esteve perto do título que somente voltou ao nosso estado com o Atlético, em 2001, quando este venceu o São Caetano.

Na sequência, em 2004, o Fura­cão foi vice-campeão brasileiro e igualmente vice na Libertadores-05 – o que é bastante significativo.

Infelizmente, hoje, pelo histórico do Brasileirão-09, o Paraná tem como prioridade permanecer na Série B, e a dupla Atletiba, na Série A. O que já não é tão significativo assim.

Os dirigentes dessas equipes têm argumentado que está difícil manter grandes equipes pela falta do numerário.

Ora, considerar que há um clube no Brasil sem problema de grana é partir da exceção para a regra. Todos têm dificuldades financeiras. O importante é o planejamento. Agora, os dirigentes dessas equipes não podem ter como base apenas o Campeonato Paranaense, que não serve como parâmetro de avaliação para competições nacionais, onde o nível de exigência é muito maior. Considere, por exemplo, a questão dos jogadores repatriados, como Vágner Love (Palmeiras), Fernandão (Goiás), só para citar dois dos demais, que vieram para reforçar essas equipes para o Brasileirão.

Pode até não acontecer tudo aquilo que os torcedores esmeraldinos (e integrantes do G-4) estão esperando, porém, qualquer equipe brasileira gostaria de contratá-los.

A realidade é que as aquisições do Trio de Ferro, com algumas exceções, chegaram para fazer boa campanha e só. Basta prestar atenção nas entrevistas concedidas por esses grupos que se observa a falta de ambição. Ninguém ousa dizer que vai lutar pelo título. É como se travasse um compromisso somente com o básico, o elementar.

É chegado o momento de mu­­dar o discurso e, principalmente, as atitudes para conquistar o res­pei­­to que já passou da hora de se es­­­tabelecer entre nós. É isso.

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